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Tag: UnB

Volta às aulas na UnB: velhos problemas

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Ontem (16/03) as aulas do semestre regular da UnB retornaram. É tempo de reencontrar os amigos acadêmicos, rever as pessoas que passam todos os dias pelos corredores e que não conhecemos, e também é tempo de voltar a estudar, ora!

Também é tempo de ver que os problemas de sempre continuam alí, teimosos. Um deles é a insistente falta de uma rede wi-fi no Instituto Central de Ciências, vulgo “minhocão”. Outro problema que vem atrapalhando bastante a vida dos estudantes é a troca de horários de disciplinas, ao sabor da vontade do professor da disciplina, ou a pedido de alguns alunos. A ementa de uma matéria é a “lei” que a estrutura e o horário faz parte da ementa.

Fica registrado também a burocracia nada edificante para que um aluno tenha seu contrato de estágio assinado. Já ví alunos quase chorando de raiva por não conseguir resolver a assinatura de um contrato pois todas as vezes lhe é solicitada alguma coisa diferente. Provavelmente o pessoal da Reitoria deve pensar que as árvores do campus dão cédulas de Reais ao invés de folhas. Ou então que os alunos não pagam passagem, livros, alimentação e outras contas.

No mais só resta lutar e torcer para o wi-fi chegar logo ao ICC e deixar de ser exclusividade da Faculdade de Tecnologia. Falta de infra-estrutura não é, basta que se libere as redes que hoje estão protegidas por senha. Mas isso deve ser muito caro ou muito complicado, algo impensável para uma Universidade que mantinha lixeiras com sensores e televisões de última geração para o apartamento do Reitor.

Foto: Fabio Mascarenhas

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O sistema de cotas nas Universidades Federais faz sentido?

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black and white in black and white, por iMollo

Foi implantado, a partir do 2º Vestibular de 2004 da Universidade de Brasília o sistema de cotas para negors, que reserva 20% das vagas de todos os cursos para candidatos negros. Na época da criação do sistema e até hoje, muito se ouve falar sobre inclusão racial em um país como o nosso, onde os negros não têm vez.

Porém, quase 4 anos depois da implantação do sistema, este se mostrou falho e ineficaz em vários aspectos. Primeiramente o método de classificação do candidato em negro ou não. Depois de um episódio em que dois irmãos gêmeos tiveram classificações distintas (um branco e um negro) a própria Universidade resolveu alterar o critério de classificação. Antes, o candidato ao sistema de cotas era fotografado e uma banca examinadora avaliava se ele era ou não negro. Agora, ao invés de fotos, os candidatos deverão comparecer a uma entrevista em até 15 dias após a realização das provas objetivas. Mesmo assim, o critério ainda parece muio pouco científico e tende a ser muito subjetivo.

Em segundo lugar, a criação das cotas pode gerar uma exclusão ainda maior para aqueles que não tiveram condições de frequentar uma boa escola e tem a pele clara. O jornal Campus em sua edição nº 325 apresentou a matéria “Cotas para quê?” onde a manutenção das cotas é defendida, inclusive com a manifestação de dois especialistas favoravelmente ao sistema. Mas no mesmo artigo, pode-se notar que a tão sonhada inclusão passa muito longe de ser alcançada com o modelo vigente.

No sexto parágrafo do texto, são apresentados dados do Ipea (Instituto de Pesquisas econômicas Aplicadas) que afirmam que entre os 15 milhões de analfabetos do país, 10 milhões são negros. Além disso, da população total, 53% dos pobres são negros. Pela ótica do jornal, ao que parece, os 5 milhões de pessoas analfabetas e não-negras do país não merecem atenção, nem os 47% da população pobre que não é negra. O jornal ainda afirma: “Seja classe ou seja cor, os números nos permitem ver que negros e pobres, no Brasil, são as mesmas pessoas.” Mas eu não consigo ver que um conjunto sem 1/3 de seus membros e outro sem 47% das pessoas sejam a representação fiel da realidade.

Que futuro terão essas pessoas ceifadas da classificação negra terão, se continuarem vivendo excluídas até dos processos de inclusão? Mais além, a Coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial da UnB, Srª Déborah Santos afirma: “O que não entendem é que as cotas são políticas temporárias, não são eternas.” Mas em um país como o nosso, sabemos que muitas e muitas coisas começaram como temporárias, e se perpetuam até hoje, como a alíquota de 50% do FGTS na multa recisória para cobrir os rombos dos planos econômicos.

Deve-se deixar de lado esse pensamento comunista-adaptado de que há uma definição de classe excluída no Brasil. A exclusão já tomou contornos muito mais complexo que os quadros da UnB conseguem ser riscados. A exclusão começa na Educação Básica, na falta de educação familiar e no terrível Ensino Público. Não adianta tentar consertar uma encanação inteira trocando a carrapeta da torneira. O que se vê pela UnB são milhares de alunos que fazem seus cursos querendo mudar para outros, por conta desse método falho que temos hoje, em que se entra no curso sem a menor noção do que se trata. Isso sim acaba com várias vagas, e exclui muitas pessoas, estejam elas bem preparadas ou não.

Não sou contra o movimento negro, apenas acredito que o sistema de cotas, direcionado para uma única parcela de uma sociedade excluída extremamente diversificada não irá surtir efeitos realmente eficazes a longo prazo.

PS: Não sou eu na foto.

 victor_end

Fontes: Terra e Universia

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Volta às aulas [EDIT]

Ah, como era bom aquele tempo que volta às aulas era pra fazer revisão do ano anterior e escrever redação de como foram as férias. Hoje em dia o tempo faz questão de mostrar que passou e que as responsabilidades batem à porta. Ter que fazer matrícula nas matérias da Universidade é um grande exemplo. Não é nada simples, ao contrário do que muitos pensam.

Nas Universidades com grade aberta, como é o caso da UnB, para fazer matrícula é necessário muito jogo de cintura. Primeiro deve-se escolher as matérias que se quer ou que se deve cursar no semestre. Depois vem a parte de escolher os professores. E isso é importante. Toda vez é aquela chuva de perguntas: “Você conhece o professor fulano-de-tal? A prova dele é muito difícil? Ele reprova muita gente?”. Resolvido o obstáculo da seleção dos professores, vem um também bem parrudo: o horário das disciplinas. Sempre tem uma matéria que se quer pegar e ela está exatamente no horário de uma outra que não pode esperar. Ao final, é processar a matrícula e torcer muito para que aceitem sua “sugestão” de plano de ensino para o semestre. Quem quiser entrar na torcida por mim, seja MUITO bem vindo!

E por falar nas férias, foi nelas que eu resolvi escrever um blog decente, que por sinal é este aqui.

[EDIT] Para melhorar tudo, resolveram me dar apenas 1 matéria! Se não fosse eu ir lá implorar por pelo menos mais uma matéria….  [/EDIT]

Technorati Marcas: ,Cialis cheap rel=”tag”>matricula,,,

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Vestibular

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Amanhã não irei postar por motivo de força maior. Amanhã acontece a primeira prova do 1º Vestibular da Universidade de Brasília, e eu participarei do certame. Tentarei pela Generic viagra whithout prescriptiononline buy viagra vez (dessa vez eu estudei) passar para o curso de Ciência da Computação. Portanto amanhã é dia de concentração total, até porque domingo é a segunda prova.

Acho que já me acostumei a fazer vestibulares, penso que esse deve ser o 5º. Passei no 3º para matemática e bati na trave no 4º. Dessa vez eu mudo de curso!

Não que eu tenha algo contra matemática, eu aprendi a admirar enormemente essa ciência ao longo dos 5 semestres de Cálculos 1, 2 e 3; Teoria dos Números, Álgebra 1, Equações Diferenciais, Cálculo Numérico e tudo que já estudei. Lá fiz grandes amigos que espero nunca perder. Mas a vida é assim… Foi o erro mais feliz da minha vida ter marcado a bolinha errada na hora de escolher matemática.

Sorte a minha que os dois departamentos são vizinhos! Assim eu não vou sair da matemática ‘at all’.

Muito obrigado mesmo a todos aqueles que torceram por mim.

victor_b_thumbnail Victor Hugo Franco

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