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Tag: tranporte

Ônibus no DF: Uma Amarga Piada

Quem depende de transporte público no DF vive dia após dia em uma roleta russa sobre rodas. Os riscos são vários: assaltos (mais de 700 em 2008), risco de quebra e o risco constante de acidentes. Quem vê pensa que estamos falando de um favor que o povo está recebendo das autoridades que andam em carros zero quilômetro pagos com o dinheiro do povo que tem que andar de ônibus, também.

Essa semana, o assunto da vez foi um ônibus que tombou embaixo de um viaduto próximo ao aeroporto. Uma mulher morreu, e dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas gravemente. O motorista já havia sido demitido uma vez da empresa por excesso de multas por excesso de velocidade, mas foi readmitido. O estado de conservação do veículo também era dos piores possíveis. Pneus carecas e problemas nos amortecedores. O resultado desse mix foi visto às 7:30 com 17 ambulâncias mobilizadas e 3 hospitais recebendo os feridos.

Essa semana, também ocorreu outro fato que seria espetáculo garantido no circo dos horrores do transporte público. Um ônibus quase da minha idade ficou parado no meio da rua depois que seu tanque de combustível simplesmente caiu. Isso mesmo! Caiu! E vazou todo o combustível no asfalto. Não entendo muito de mecânica, mas acredito que para um tanque de combustível chegar a cair, o estado de conservação de um veículo deve ser dos piores.

Além disso, quando se tem um ônibus que consiga chegar ao destino, o passageiro já passou por uma dose de maus-tratos. Primeiro porque na maioria das vezes os ônibus andam tão abarrotados de gente que latas de sardinha são um verdadeiro resort. Além disso, quando o usuário consegue um lugar para sentar, caso ele tenha 1,80m como eu ele provavelmente vai sentir muitas dores nos joelhos por conta do minúsculo espaço entre as cadeiras. Falo por experiência e dor próprias.

O governo faz propagandas de novos ônibus, de integração, mas na verdade o passageiro que paga uma das passagens mais caras do país ainda é tratado como um animal qualquer, sendo levado de um canto para o outro sem as menores condições mínimas de conforto ou de segurança. Ônibus velhos e mau cuidados sendo dirigidos por uma maioria de motoristas que levam essas bombas ambulantes sem respeitar sequer a distância de segurança para o carro da frente. Que confiam em freios de mais de 15 anos como se fossem Brembo de uma F1. Só para lembrar, o passageiro PAGA.

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