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Tag: Internet

New Toy: Sony Bravia KDL-32EX305

Essa semana recebi um presentinho que me proporcionei. Trata-se da incrível TV LCD Sony Bravia KDL-32EX305. Vejam a elegância da criança:

Ela tem 32 polegadas, resolução de 1.366 x 768 pixels, 4 entradas HDMI, entrada USB para reprodução de vídeos, músicas e fotos, entrada de rede Ethernet, conversor de TV digital integrado, e mais um monte de coisas.

Mas isso é só uma sopa de letrinhas e especificações que se não forem bem aproveitadas não servem de nada, não é mesmo? O que importa é a TV funcionando. Então vamos lá!

Minha TV chegou na última quarta-feira durante o dia, e como eu estava no trabalho, e depois saí com o pessoal do trabalho para um happy-hour, só consegui iniciar a montagem por volta das 22:30. Posso dizer que foi uma das coisas mais simples que eu já fiz na vida. Para montar a base é só seguir o desenho que vem junto: fixar 4 parafusos, encaixar um acabamento que esconde a estrutura de sustentação em metal, colocar a TV na base (com a ajuda do meu pai), fixar mais 4 parafusos e pronto! Depois é só ligar os cabos (eu liguei o cabo da antena e o cabo de rede, que já estavam preparados), ligar a TV na tomada e apertar o botão de liga no controle remoto (depois de colocar as pilhas no controle remoto, claro!).

Não vou perder muito tempo com as configurações iniciais, basta saber que é tudo bem explicado na tela da TV, e que os canais já são programados nessa fase, tanto os analógicos quanto os digitais. Aqui em casa foram encontrados os 6 canais digitais disponíveis em Brasília: TV Brasil HD, Band HD, Record HD, Globo HD, SBT HD e TV Justiça HD. Uma pena não termos a RedeTV! HD aqui ainda. O horário, como na todas das TV’s com conversor integrado que eu vi, pode ser ajustado automaticamente.

Hora de finalmente usar a TV para aquilo que ela se propõe: assitir! Primeiro coloquei na Globo HD, para ver o jogo que estava passando (Grêmio x Vasco, num lameiro só). Aí eu ví nas informações que ela mostra quando se troca de canal que o sinal vinha da antena, que a resolução da transmissão era 1080i em 16:9, a hora (22:55), o programa que estava sendo exibido (Futebol 2010), E UMA FAIXA PRETA DE CADA LADO DA TELA! Aí eu pensei que tinha que configurar alguma coisa…

Procurei no manual dela (i-manual, na tela da TV. No papel mesmo só as instruções de montagem e aquelas soluções para alguns problemas) e nada de encontrar alguma coisa sobre selecionar a resolução da transmissão. Comecei então a fuçar no menu dela (falo mais sobre ele depois) e encontrei uma seção em que a imagem é ajustada para 16:9 automaticamente quando a transmissão for 4:3, ativei e… Nada! Coloquei na Band HD e a maldita faixa preta de cada lado estava lá de novo. Aí eu usei um recurso que ela possui de ajustar a imagem pra sumir com a faixa preta (chamado wide zoom), ao apertar o botão wide no controle.

Eu já estava desapontado! Poxa vida, minha TV novinha, que eu escolhi a dedo na Internet, não mostra o jogo em 16:9, mesmo com a transmissão em 16:9… Mudei de canal para a Record HD, que estava exibindo o filme do Hulk e… Imagem 16:9!!! Tela inteiramente preenchida, com uma qualidade incrível: aqui eu vi que o Bravia Engine 3 realmente faz diferença! Estava passando uma cena que se passava em um campo gramado, e que verde incrível! Que cores são aquelas! Realmente faz diferença, as cores, os contrastes, os pretos que não são lavados (como desdenham das telas LCD os donos das telas de Plasma). Aí eu descobri que aquelas faixas pretas não são defeito da TV, e sim das emissoras, que transmitem futebol em 4:3, sei lá em que resolução, e colocam no canal HD. Que vergonha!

Aí resolvi testar um recurso que me encheu os olhos e foi um diferencial na hora da compra: o Bravia Internet Video. Com ele, é possível assistir vídeos em diversos canais da Internet diretamente da TV: YouTube, DailyMotion, entre vários, com destaque também para o iG, que mostra que houve um cuidado em acrescentar conteúdo nacional nas opções). Testei o YouTube. O canal é o que me parece mais trabalhado, sendo possível fazer login na sua conta, assistir seus próprios vídeos, os favoritos, listas de reprodução. Os vídeos carregam rápido na minha conexão de 2Mbps da Oi, e rodam sem engasgar nem ficar parado esperando durante o streaming. Pensei em gravar um vídeo sobre o funcionamento, mas prefiro indicar um link da própria Sony que mostra como funciona o recurso, é exatamente desse jeito: clique aqui para ver. Também é possível ver as fotos no Picasa, mas isso eu não testei ainda. Show de bola, realmente!

E para ver como os recursos são realmente bem aproveitados (ao contrário do acelerômetro do N95), a atualização do software da TV é feito enquanto ela está no stand-by, automaticamente.

Ontem também testei o recurso de assistir vídeos através da USB. Conectei meu Nokia 5530 no modo de transferência de arquivos e assisti o filme The Godfather I, em HD. Perfeitos também, som e imagem. Músicas também podem ser ouvidas, com ótima qualidade também. Não testei as fotos. É interessante ver como a tecnologia transforma as coisas: antes uma TV servia para ver TV, ou conectar um aparelho externo e ver filmes. Agora temos a possibilidade de assistir TV, ver os conteúdos que vem através dos equipamentos externos, mas também acessar conteúdo via USB, rede doméstica e até via Internet. Falamos em atualização de software, algo simplesmente inexistente nas TV’s de 5 anos atrás.

Pensei por algum tempo em comprar uma TV Full-HD da Samsung ou LG, como minha tia que comprou uma. Depois de ler um pouco sobre isso na Internet, e comprovar, posso dizer que minha TV não perde em nada para a dela no quesito resolução. A diferença que existe não é perceptível ao olho humano, e ninguém assiste TV com lupa. Então se você tem dúvidas entre comprar uma TV HD ou Full HD de 32 polegadas, compre a HD, que provavelmente será mais barata, e gaste a diferença com outra coisa.

Acho que o post ficou um pouco longo, mas eu queria falar um pouco sobre os diferenciais da Bravia KDL-32EX305. Esta TV realmente me surpreendeu muito positivamente, e olhem que eu já esperava muito de uma Bravia. A interface gráfica do software dela é bastante sóbrio e elegante, sem perder a beleza. É muito fácil acessar os recursos e configurações, a imagem tem uma qualidade surpreendente. Os recursos da Internet que podem ser acessados diretamente da TV são um diferencial e tanto. Posso estar completamente errado, mas acho que no futuro pode-se até ter uma atualização que permita que os recursos de interatividade de verdade na TV aberta digital possam ser utilizados através dessa conexão de rede. Se você está pensando em comprar uma TV LCD, pense com carinho nesse modelo. Realmente não desaponta em nada.

Como faz meu amigo Hungry Goat, vou fazer uma pequena avaliação:

Design: 10 (Há quem não goste do Black Piano, para mim é bonito).
Imagem: 10
Som: 9 (Depois das novas LG Scarlet vai ser difícil dar 10 em outras TV’s)
Facilidade de uso: 10 (a interface aqui realmente faz diferença)
Recursos: 10 (Os recursos da Internet são um diferencial e tanto)

Nota final: 9,8

Preço: $$$$ (Custa um pouquinho mais que a maioria das LG e Samsung com conversor integrado, mas vale MUITO a pena)

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A Nuvem Está Pronta Para Nós?

Ontem o mundo ficou em silêncio por cerca de 100 minutos. Não, isso não aconteceu porque as pessoas estavam protestando contra o Senado brasileiro, nem para evitar a poluição sonora. Na verdade, o Gmail ficou fora do ar nesse período. Durante esse tempo, milhões de pessoas ao redor do mundo não puderam sequer acessar seus emails.

dark_clouds

O serviço de emails do Google nada mais é que mais uma aplicação que funciona na nuvem, ou cloud computing, para os mais geeks. Suas mensagens ficam armazenadas em vários servidores espalhados pelo mundo, mas você nem percebe que faz um tour global para ler aquela corrente chata que alguém te mandou. Nada fica armazenado no seu computador (a princípio), a não ser os anexos que você decide baixar (e os vírus que chegaram com aquele email educativo).

O interessante é que usamos webmail há muito tempo, antes mesmo de se ouvir falar na tal nuvem. O que acontece agora é que existe uma tendência em portar tudo que fazemos para a nuvem, como editar textos, planilhas, editar fotos, vídeos, e até armazenar arquivos. Até um simples link hoje em dia é reduzido em um serviço que guarda o link original e redireciona para ele toda vez que alguém clica no resultado da decaptação de caracteres.

Mas a pergunta que fica é se podemos confiar na nuvem da forma que ela é hoje. Será seguro confiar que servidores estarão no ar na hora que precisarmos daquele arquivo que guardamos no disco virtual? Ou pior ainda, será que aquela empresa que prestava um ótimo serviço e guardava nossas informações não vai falir daqui a um ano? E se falir, o que faremos? Ainda mais importante, será que nossos dados estão seguros na nuvem? Ainda não vejo nenhuma resposta positiva realmente confiável para nenhuma dessas questões.

Voltemos ao caso do Gmail de ontem: quem tentou acessar o Gmail via web durante o período em que ocorreram os problemas, ficou a ver navios (se fosse o Twitter seria baleia). Quem é da velha guarda e acessa o email via POP3 ou IMAP, não teve problemas. Ainda que os servidores que cuidam desses protocolos estivessem fora do ar, as mensagens já recebidas estariam armazenadas. O termômetro da Internet, o Trending Topics do Twitter apontou o Gmail em primeiro lugar. Sinal que MUITA gente foi prejudicada. Agora pense: se o Gigante Google saiu do ar, imagine os milhares de startups que pipocam todos os dias por aí. Imagine aquelas para as quais pagamos para ter um serviço, às vezes crítico.

Acredito muito que a nuvem vá funcionar muito bem, mas ainda acho que ainda não é hora de migrarmos nossas aplicações mais sensíveis e dados críticos para serviços web. Temos um longo caminho pela frente antes de podermos lidar com tranquilidade com os imprevistos que VÃO aparecer (a Lei de Moore tarda mas não falha). Tecnologias como Google Gears e a nova versão do Silverlight, que permitem o armazenamento local de dados podem ser o início do caminho que nos leve a uma nuvem que não seja de tempestade.

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Porquê o Twitter Deu Certo

Há pouco mais de 1 ano, eu postei aqui no blog minhas impressões sobre o Plurk, um sistema de microblogging  que possuía algumas diferenças em relação ao Twitter. Na época, eu disse que havia escolhido o serviço e abandonado o Twitter. Mas depois de um ano, volto a falar sobre o assunto, e dizer o porquê eu voltei para o Twitter (e abandonei o Plurk).

Naquele tempo, o Twitter sofria muito, mas MUITO com as instabilidades no serviço. As chamadas baleiadas eram as companheiras de quem twitava. Além disso, os clientes externos para o serviço ainda não estavam bem difundidos. Hoje o panorama é bem diferente. O serviço dificilmente fica fora do ar, e para quem não usa a o serviço pela página da web, os clientes externos complementam de forma bastante consistente as lacunas que existem no site do serviço, como responder mensagens, dar RTs (falarei em seguida), verificar quem te mencionou, verificar as Direct Messages (mensagens privadas), encurtar links, e muito mais.

tweetie
Tweetie, cliente Twitter para Mac OS X

O formato como as mensagens são exibidas no Twitter também ajudam muito no dinamismo do serviço. Originalmente não há distinção entre as pessoas que você segue e suas mensagens. No Plurk, as mensagem são exibidas como conjuntos de conversas. As respostas a uma determinada mensagem não são exibidas, a menos que o usuário clique para isso. Porém uma coisa que ainda irrita bastante nos dois serviços é a obsessão que determinados usuários tem quanto ao número de pessoas que as seguem.

timeline
Timeline do Plurk. As respostas ficam agrupadas em verdadeiros chats.

Como se vê, o outro aspecto que faz o Twitter ser usado como uma ferramenta excepcional de comunicação é a possibilidade de criar um perfil mais profissional. O Plurk mais parece um serviço de entretenimento. Acessá-lo no local de trabalho nunca seria visto com bosn olhos. Já o Twitter atrai executivos, políticos, artistas, estudantes, empresas. É um lugar onde pode-se fazer um belo trabalho de networking (como diria Max Gehringer). Temos tweets sobre praticamente tudo: notícias, piadas, desabafos, filosóficos, promoções, oportunidades, dicas.

O Poder dos RTs e das #

Tudo muito legal, mas na minha opinião o que faz do Twitter essa ferramenta incrivelmente poderosa são os RTs, como se chamam os Tweets que replicam o conteúdo já postado por outros usuários. Funciona mais ou menos assim: você segue alguém, que posta uma mensagem. Você acha a mensagem interessante, e republica a mensagem, precedida de “RT @nome_do_usuario”. Assim, você leva a mensagem para as pessoas que te seguem, mas não seguem a pessoa que postou a mensagem originalmente, e mantém o crédito ao autor. Pode parecer uma besteira, mas gera um efeito disseminador de informação incrível.

Já as hastags (#) são um método de indexar determinadas palavras postadas. Uma das mais conhecidas é o #forasarney, que mobilizou milhares de pessoas a mostrar seu descontentamento com o Senador. O #followfriaday é ainda mais popular, e transforma o último dia útil da semana no dia em que uns usuários indicam outros, movimentando o cenário de seguidores/seguidos.

Por tudo isso, não há como negar que o Twitter seja uma ferramenta que revolucionou a forma como as pessoas se comunicam. Eventos como as eleições no Irã, um dos países mais fechados do mundo, foram denunciados e em pouco tempo (muito pouco na verdade) pessoas do mundo já sabiam o que estava acontecendo. O Twitter consegue ser mais rápido até que os blogs, que eram sinônimo de agilidade de informação. Para dar uma notícia, você não precisa de nada, a não ser de uma conta no serviço, que é grátis.

Além de tudo isso, o Twitter ainda movimentou vários outros segmentos de sites, como os que encurtam urls, os que fazem análises de perfis, entre outros. Mas não vou falar sobre eles (não agora).

Se você quer aprender mais sobre Twitter e redes sociais, e http://melinka.net é um ótimo site. Passe lá e aproveite! Também não esqueça de visitar meu perfil, o @victorfranco. Se você gostar e me seguir, vou ficar muito feliz.

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Nem só de Google pode viver a Internet

Recentemente a Microsoft lançou o Bing, um serviço de busca que vem empolgando algumas pessoas importantes da área tecnológica, como Steve Wozniak, por exemplo. Mas os usuários mais comuns, de carne e osso, em geral não gostaram do serviço. Foi criticada a relevância dos resultados, que por sinal é o principal ponto da campanha da Microsoft em cima do Bing. Criticaram também as fotos que o serviço exibe na sua homepage, e a falta de grandes novidades.

No tópico do fórum do Meio Bit sobre o assunto, eu fiz um comentário em que disse que achava muito contraditório o público do site, tão sedento por novidade, fechar uma posição tão intransigente a favor do Google e contra o Bing. Aí, ainda durante essa semana, o google lançou um novo serviço no Labs, o Google Squared. A idéia é exibir os resultados em forma de matrizes, com informações sobre cada resultado agrupadas em colunas. A idéia é muito boa, se funcionasse desde o primeiro dia, como foi cobrado da Microsoft. Vejam os reultados de duas buscas que fiz:

A primeira foi “brazilian soccer teams”. Lembrando que o serviço ainda está disponível apenas em Inglês. Vejam o resultado:

google_squared

Com todo respeito aos clubes listados, mas para quem cobra relevância de resultados do Bing, ter o Comercial como primeiro resultado na busca por times de futebol brasileiros não é exatamente a melhor definição de relevância.

Ok, vamos mudar “teams” por “clubs”, afinal vários times do Brasil tem “Clube” no nome. A busca então ficou “brazilian soccer clubs”, e os resultados foram:

brazilian_soccer_clubs

Relevância de resultados bem melhor agora, mas as únicas informações corretas são as da 1ª coluna e algumas da 3ª. O restante parece até piada. Para o Vasco da Gama, foram exibidas as informações do navegador português. Já o nome completo do Botafogo foi “Ronaldo Luís Nazário de Lima”, que atualmente joga no Corinthians. A posição do Santos é “Defender”, ou zagueiro no nosso idioma. E dizer que o apelido do Internacional de Porto Alegre é “Seleção Canarinho” quase foi pior que o do Vasco da Gama.

Entendam aue não estou criticando o Google por lançar serviços novos, com uma idéia que tem tudo para dar certo, apesar de não ser original. O que eu estou questionando é o pensamento tão cristalizado de que serviços Web da Microsoft não prestam, e que tem que descobrir a roda caso queiram ter algum sucesso. Ora, o Bing está apenas no começo de sua carreira no mundo dos buscadores, e já é cobrado que ele seja estupendamente melhor que o Google, líder absoluto do setor, por causa de seus méritos. Mas o Google também passa seus apertos na hora de lançar coisas novas, e elas vão ao tempo se aprimorando.

Como eu disse lá no Meio Bit, não devemos nos fechar em uma tecnologia ou um serviço, se não estaremos condenando a Internet a se congelar em alguns nomes, e iremos bloquear a vontade de criar algo novo, essa força que vem movendo todo o seu desenvolvimento nesses últimos anos.

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Awdio: Um mundo de baladas online

Escrevo este post sob a música ao vivo que está tocando no Favela Chic, em Paris, França. Infelizmente eu não estou pessoalmente na Belgica, mas posso escutar a música através do site Awdio, onde é possível ouvir ao vivo  o que rola em várias partes do mundo. Turquia, Estados Unidos, Paris, Londres, e Brasil. Sim, a D Edge, em São Paulo (9ª melhor boate do mundo, segundo a DJ Mag) figura entre as atrações do site.

awdio

Awdio

As músicas tocam através de streming e são transmitidas ao vivo. E as opções abrangem Lounge, Electric, House, Rock, Funk, Afro, Jazz, World, Break Beat, entre outros ritmos. Uma conexão de Banda Larga a partir de 512kbps deve ser mais que suficiente para ter uma experiência musical sem engasgos e solavancos. Para quem gosta de estar sempre na vibe, esta é uma ótima opção, mesmo quando você estiver impossibilitado de estar fisicamente.

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China incentiva internautas. E não é piada!

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Não preciso explicar o motivo de tanta surpresa quando lí que o governo chinês, o Grande Dragão Vermelho, pediu que internautas investiguem e tirem suas conclusões sobre a morte de um homem preso por cortar árvores ilegalmente. A causa mortis foi uma lesão cerebral severa, que segundo o Grande Dragão foi causada após o homem bater a cabeça numa parede, enquanto brincava com os olhos vendados.

A versão não convenceu muito a população local, e na internet não faltou quem duvidasse da história oficial. A expectativa do Grande Dragão é que os internautas investiguem no local em que teria ocorrido a “brincadeira” e tirem suas conclusões e as divulguem amplamente na rede. Parece até uma grande evolução de um governo completamente controlador de seus povos, tanto no mundo real quanto no virtual. Para quem já assistiu obras de arte como a Vênus de Urbino serem censuradas pelo Grande Dragão, confiar que o governo chinês irá entrar em campo e praticar o fair play com os internautas seria muita bondade.

Nada impede que o local dos fatos tenham sido alterados para ludibriar os leigos que irão fazer a avaliação, e também nada impede que o Grande Dragão lance chamas sobre aqueles que ousarem sustentar posições contrárias à Grande Verdade Vermelha. Eu não duvido de nada.

Foto: rumpleteaser

Fonte de inspiração.

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O mundo virtual é tão hipócrita quanto o real

Não adianta, o mundo virtual é exatamente igual ao real. Ele apenas apresenta com cores mais fortes certas nuances. E quando esses dois mundos se cruzam, principalmente nos Tribunais, o resultado geralmente é desastroso. Na última sexta-feira a União Européia declarou que a “venda” do navegador Internet Explorer junto com o Windows viola as leis antrituste da UE. A Microsoft, simplesmente aceitou a retirada do programa do sistemas sistemas operacionais vendidos para os países do bloco, e afirmou que está completamente comprometida a seguir as leis.

O Internet Explorer sempre foi alvo de diversas ações na justiça de vários países, provavelmente por possuir a liderança absoluta no mercado de navegadores. A ação que foi julgada procedente sexta-feira foi movida pela Opera Software, que produz o navegador Opera, o melhor browser que ninguém usa. Por ser um processo contra a gigante Microsoft, muitas pessoas tendem a defender a decisão da Corte européia, afinal o porte da MS e o market share do seu sistema operacional Windows são estrondosos e pode parecer uma briga de chiwawa com Pitbull de rinha.

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Opera – O melhor navegador que ninguém usa

Mas se analisarmos um pouco o cenário atual de browsers podemos ver que a competição talvez seja a maior no mercado de software. Temos Firefox, Internet Explorer , Safari, Opera e Chrome entre os mais badalados. Além disso todos eles são grátis e todos funcionam muito bem no Windows. Para mostrar ainda mais como a decisão é um tanto equivocada, TODAS as distribuições Linux que já usei vêm com um navegador incluso, e na grande maioria ele é o Firefox. E ninguém se incomoda com issso. Por que cargas d’água a Microsoft é culpada se a maioria das pessoas resolve usar o seu navegador. Opções não faltam, todas elas igualmente gratuitas.

Imagine se a moda pega e todas as cópias do Windows distribuídas ao redor do mundo vierem sem o IE. Você vai ter que ir na casa do vizinho e pedir para usar a internet para fazer o download do browser, pois sem um você não consegue fazer quase nada on-line. Mais ou menos como pedir uma xícara de açúcar, não?

Muito obrigado ao Thiago Rodrigues por notar um erro no título, que já foi corrigido.

aqui.

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