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Tag: Gol

O poder das marcas

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cc_icon_attribution_small Foto: Tjeerd

Existem algumas marcas de produtos que têm um reconhecimento tão forte de suas características, que conquistam o público apenas por sua tradição. Por exemplo, um dia eu estava na fila do banco, e no guichê de atendimento havia um casal muito bem vestido. Então a atendente pediu que ele preenchesse um papel, e o homem sacou a caneta do bolso do paletó. Muito bonita a caneta, mas na hora de escrever, nada. Ele tentou diversas vezes, sem sucesso, até que a mulher perguntou à caixa: “Me vê uma Bic aí?” Pronto, boa e velha Bic salvando a pátria.

Outro exemplo me veio na volta do trabalho semana passada. Ônibus lotado, gente cansada, até que um cheiro muito conhecido tomou conta do ar: biscoito Passatempo. Me veio imediatamente na cabeça a lembrança de quando eu comia um pacote inteiro de Passatempo, por pura gula. Um caso clássico de clientes fiéis a uma marca também acontece com as cervejas. Eu nunca trocaria uma Bohemia por uma Kaiser se puder escolher pela primeira. Outra marca que me intriga é a água Perrier. Deve haver algo de muito especial em uma água cuja garrafa custa R$ 9. Um dia eu ainda compro uma só pra ver o que é.

No mundo da moda, várias marcas promovem desfiles, patrocinam modelos, e contratam estilistas para suas coleções. Enquanto outras se limitam a copiar o trabalho das primeiras. Mas nem todo mundo tem condições de usar as marcas mais famosas, e com isso a marca da roupa acaba tendo uma influência cultural. Continuando nas artes, as sopas Campbell são sempre lembradas por ter sido usadas por Andy Warhol durante a Pop Art.

Vejamos agora o caso oposto: a marca CCE teve sua sigla interpretada por vários e vários anos de forma bastante pejorativa. Ninguém queria sequer comprar os produtos da marca, pois o preconceito com sua qualidade era enorme. E foi necessário muito tempo até conseguirem conquistar uma certa credibilidade no mercado e com isso algum market share.

A Volkswagen é uma das empresas que mantém por muito tempo uma imagem de carro robusto de seu veículo Gol. Mesmo quem não tem um sempre acaba pensando que o carro é forte, resistente. Não posso atestar, pois nunca sequer dirigi um, mas essa imagem a empresa fez questão de manter, mesmo após a reestilização do carro. Que o diga Sylvester Stalone.

E você, vive rodeado de marcas e as leva em conta nas compras que faz ou nas dicas que dá aos outros? Ou acha que a marca é simplesmente uma etiqueta ou uma palavra que não faz nenhum sentido prático na sua vida e só serve para tentar enganar o consumidor?

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O que estão fazendo com o futebol?

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O futebol já foi um esporte muito mais espontâneo. Já se foi o tempo em que um jogador beijava a camisa com sinceridade. Hoje há quem beije três, quatro camisas por ano. Beija-se por que é aquela camisa que paga melhor. Mas isso já são águas roladas e que não se faz voltar. Agora a nova moda é censurar aquilo que há de mais emocionante no futebol: o gol.

A história começou com a punição de quem tirasse a camisa na comemoração com cartão amarelo. Depois, amarelo pra quem subisse no alambrado. Agora, amarelo pra quem comemora de forma mais “atirada” ou que provoque o adversário. Sinceramente, se eu fosse atacante e marcasse um gol eu sequer comemoraria. Isso é um absurdo! Parece que futebol é jogo pra maricas, que não se pode provocar o adversário, não se pode falar palavrão, não se pode tirar a camisa, não se pode sequer cair! E depois ainda me aparecem os comentaristas esportivos mais frecos do mundo falar que deveria ser punido com cartão amarelo quem discorda com a marcação de um impedimento. Que contratem robôs para jogar então! E que esqueçam da torcida também, afinal daqui a pouco futebol vai ficar pior de assistir que partida de poker.

Continuo amando o futebol, mas toda vez que torço penso naquele tempo que meus pais e meus tios contam. Penso naquele tempo de Washington e Assis. E torço que o futebol volte a ter a alegria que tinha antes.

Technorati Marcas: ,,,

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ipod não pode!

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O vocalista da banda Charlie Brown Jr., Alexandre Abrão, mais conhecido como Chorão foi obrigado a desembarcar de um vôo da Gol sábado, dia 8, pois portava um ipod, que segundo a empresa aérea não foi desligado como solicitado pela comissária de bordo.

Chorão argumenta que desligou o aparelho como solicitado e que apenas deixou os fones nos ouvidos para amenizar o som da aeronave e poder dormir. A notícia completa está aqui.

Não é de hoje que as pessoas que tratam com o público vêm fazendo confusão com equipamentos eletrônicos. Num post do Meio Bit, é relatada uma lambança de agentes de segurança num aeroporto nos Estados Unidos por conta de um notebook sem HD e sem drive de leitura optica. O noke em questão era o MacBook Air, com drive SSD no lugar do HD convencional. A versão tupiniquim veio mais baratinha, em forma de ipod. Seja de um jeito ou de outro, as empresas que contratam pessoas para lidar com o grande público, como empresas de segurança, aéreas e muitas outras deveriam dar algum tipo de treinamento aos seus funcionários para evitar que essas cenas se repitam.

Aparelhos eletrônicos não são o diabo de plástico como muita gente pensa. Um simples ipod não vai interferir nas comunicações do avião. Nem tão pouco os celulares no modo de vôo. Afinal, o modo de vôo foi feito para ser usado no avião. Mas tente usar um celular nesse modo no avião. Para as comissárias é pior que portar uma granada! Se for assim, que todos guardem os relógios e os alarmes de carro (esses sim emitem ondas) na mala. E sem bateria.

SUGESTÃO: Que tal se alguém entrasse no avião com fones de ouvido nas orelhas e com o plug solto, mas escondido? Qual seria a reação da aeromoça ao ver que não tem nada ligado àqueles fones? Pena que não viajo de avião tão cedo…

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