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Tag: cloud

A Nuvem Está Pronta Para Nós?

Ontem o mundo ficou em silêncio por cerca de 100 minutos. Não, isso não aconteceu porque as pessoas estavam protestando contra o Senado brasileiro, nem para evitar a poluição sonora. Na verdade, o Gmail ficou fora do ar nesse período. Durante esse tempo, milhões de pessoas ao redor do mundo não puderam sequer acessar seus emails.

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O serviço de emails do Google nada mais é que mais uma aplicação que funciona na nuvem, ou cloud computing, para os mais geeks. Suas mensagens ficam armazenadas em vários servidores espalhados pelo mundo, mas você nem percebe que faz um tour global para ler aquela corrente chata que alguém te mandou. Nada fica armazenado no seu computador (a princípio), a não ser os anexos que você decide baixar (e os vírus que chegaram com aquele email educativo).

O interessante é que usamos webmail há muito tempo, antes mesmo de se ouvir falar na tal nuvem. O que acontece agora é que existe uma tendência em portar tudo que fazemos para a nuvem, como editar textos, planilhas, editar fotos, vídeos, e até armazenar arquivos. Até um simples link hoje em dia é reduzido em um serviço que guarda o link original e redireciona para ele toda vez que alguém clica no resultado da decaptação de caracteres.

Mas a pergunta que fica é se podemos confiar na nuvem da forma que ela é hoje. Será seguro confiar que servidores estarão no ar na hora que precisarmos daquele arquivo que guardamos no disco virtual? Ou pior ainda, será que aquela empresa que prestava um ótimo serviço e guardava nossas informações não vai falir daqui a um ano? E se falir, o que faremos? Ainda mais importante, será que nossos dados estão seguros na nuvem? Ainda não vejo nenhuma resposta positiva realmente confiável para nenhuma dessas questões.

Voltemos ao caso do Gmail de ontem: quem tentou acessar o Gmail via web durante o período em que ocorreram os problemas, ficou a ver navios (se fosse o Twitter seria baleia). Quem é da velha guarda e acessa o email via POP3 ou IMAP, não teve problemas. Ainda que os servidores que cuidam desses protocolos estivessem fora do ar, as mensagens já recebidas estariam armazenadas. O termômetro da Internet, o Trending Topics do Twitter apontou o Gmail em primeiro lugar. Sinal que MUITA gente foi prejudicada. Agora pense: se o Gigante Google saiu do ar, imagine os milhares de startups que pipocam todos os dias por aí. Imagine aquelas para as quais pagamos para ter um serviço, às vezes crítico.

Acredito muito que a nuvem vá funcionar muito bem, mas ainda acho que ainda não é hora de migrarmos nossas aplicações mais sensíveis e dados críticos para serviços web. Temos um longo caminho pela frente antes de podermos lidar com tranquilidade com os imprevistos que VÃO aparecer (a Lei de Moore tarda mas não falha). Tecnologias como Google Gears e a nova versão do Silverlight, que permitem o armazenamento local de dados podem ser o início do caminho que nos leve a uma nuvem que não seja de tempestade.

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ZumoDrive: Armazenamento na Nuvem

A “nuvem” está aí e não tem mais volta. Sistemas que utilizam servidores para armazenar arquivos, realizar processamento, backup: isso deixou de ser exclusividade de grandes empresas e fazem parte da vida de cada vez mais usuários de computadores.

E um dos serviços mais utilizados da nuvem atual é o de armazenamento de arquivos online. Várias soluções existem no mercado, e uma que me agradou bastante foi o ZumoDrive. Ele utiliza um sistema chamado Hybrid Cloudtm, que possibilita que parte dos arquivos sejam armazenados localmente e nos servidores do serviço ao mesmo tempo. Assim, é possível ter cópias disponíveis mesmo quando se está sem acesso à Internet. Também é possível ter acesso aos arquivo através do navegador na maioria dos computadores conectados à Web.

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Janela de status do serviço

O serviço se integra ao sistema operacional (Mac ou Windows) como um disco rígido, assim lidar com os arquivos é tão fácil quanto usar um pendrive. Segundo a empresa, isso é uma mão na roda para quem possui netbooks com disco SSD e pouco espaço, pois possibilita armazenar seus arquivos em um outro disco. Por falar em espaço, as opções oferecidas são de 2GB (grátis), 10GB (US$ 2,99), 25GB (US$ 6,99) e várias outras, podendo chegar a até 500GB (US$ 79,99). Os dados são enviados usando uma conexão segura SSL para um servidor intermediário, e de lá enviados para um servidor S3 utilizando tecnologia AES.

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Serviço mostrado como disco rígido

Existe também uma app para iPhones. Com ela é possível expandir a capacidade do dispositivo utilizando o espaço da sua conta no ZumoDrive. Além disso, é possível navegar por seus arquivos e escutar as músicas via streamming através do iTunes. É possível compartilhar arquivos, ou ainda criar álbuns de fotos online com extrema facilidade.

Mas o ponto chave do sistema é a velocidade que ele consegue para o envio e recebimento de arquivos. Comparando com os serviços mais conhecidos, ele supera todos com facilidade. Até utilizando conexões GPRS ele se mostra muito rápido e eficiente. Para quem ainda não “amarrou” seus arquivos em um outro serviço e deseja uma opção rápida, simples e com ótima escalabilidade, o ZumoDrive é uma ótima opção.

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Live Mesh agora para Mac!

 

A Microsoft não brinca em serviço. Enquanto muita gente ainda especula sobre cloud computing a empresa já está se mexendo para não ter que correr atrás do prejuízo depois. Provas disso são o “Web Applications for Office”, que deverá ser integrado ao Office Workspace, e o Live Mesh. O primeiro deverá criar um ambiente web e cross-browser para criação e edição online de documetos, à la Google Docs, mas não um clone, claro.

Já o Live Mesh, que já está no ar há algum tempo para alguns usuários é um sistema de armazenamento onde o usuário pode guardar seus documentos na “nuvem”, mantendo eles sincronizados com uma pasta específica no PC. Atualmente seu espaço de armazenamento é de aproximadamente 5Gb, independente da sua conta no Live Mail. Mas o grande passo foi a possibilidade de estender a sincronização também para computadores usando Mac OS X 10.5 e Windows Mobile. Isso abre o leque de usuários para algo em torno de 99% dos usuários domésticos de computadores. Abaixo segue uma tela do serviço no Mac:

A aposta da empresa em manter ativa sua divisão que cuida do Office para Mac, além da inclusão do Leopard nos devices que podem ser sincronizados pelo Live Mesh mostra que apesar das propagandas nem tão amistosas entre as empresas, a Microsoft sabe que não pode deixar de ladoos usuários Mac, e que o conceito de mobilidade e sincronização tão falado por Bill Gates segue sendo perseguido pela empresa.

Referências: Meio Bit e MacMagazine

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O dia em que a rede parou…

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Ontem pude ver o perigo que é viver em um mundo conectado. Eu trabalho em uma das maiores empresas do país, e o seu ramo de atuação é justamente o de prover acesso às pessoas com o mundo interconectado. Como estamos durante um dos períodos mais importantes da empresa, o setor onde trabalho vira um verdadeiro caldeirão, prestes a explodir a qualquer momento. Mas ontem, a rede interna resolveu parar. Misteriosamente! Então, o que fazer? Esperar… Um andar inteiro esperando a rede voltar para trabalhar.

Demorou 2 horas até a rede voltar a funcionar direito, mas isso foi suficiente para atrasar o serviço de todos. Agora imagine, caso a “Nuvem” realmente se torne uma realidade. Já vivemos em um mundo completamente dependente de redes que nos conectem, mas ainda conseguimos trabalhar offline na maioria das vezes. Podemos fazer edição de imagens, usar um editor de textos, uma planilha, fazer uma apresentação, escrever emails. Mas caso a Cloud Computing se torne realidade da forma como está sendo pensada, bastará uma queda no serviço de Internet e todos ficarão a ver navios. Quem não se lembra do dia em que a Telefônica entrou em pane em São Paulo?

Eu particularmente não trocaria meu sistema operacional porum WebOS, nem meu editor de textos e o de planilhas por nenhum online. Os serviços da nuvem, a meu ver, devem complementar a experiência offline, e não substituí-la. Aplicativos online devem existir para serem usados quando o usuário não dispõe de sua máquina no momento, mas que tudo que se produzir fora dela seja sincronizado mais tarde. Dessa forma teremos um ambiente seguro para poder confiar em uma tecnologia que tem tanto potencial.

Foto: cc_icon_attribution_small vaxomatic

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