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Tag: brasilia

Inversão Térmica

Veja a foto abaixo:

Parece normal, não? Um belo dia de sol no janeiro chuvoso de Brasília. Mas preste atenção no céu. Percebeu algo estranho? Vamos olhar mais de perto (aumentei um pouco o contraste também):

Note que há uma camada cinzenta sobre os prédios. Mas o que é isso, afinal?

Trata-se de um fenômeno chamado inversão térmica. Normalmente, o ar é mais quente próximo do solo, porque o sol aquece a superfície terrestre e esta aquece o ar que esta sobre ela. Porém, sob certas condições, é possível que uma camada de ar mais frio fique abaixo de uma camada de ar mais quente, o que interfere diretamente na dinâmica de convecção, onde o ar mais quente (menos denso) sobe, enquanto o mais frio (mais denso) desce, cessando o processo. Por sua vez, esta interrupção acaba por prejudicar a dissipação dos poluentes na atmosfera, e eles ficam confinados na camada inferior, como nas fotos.

Imagine respirar esse ar cinza…

Referência: Inversion (meteorology) [Wikipedia, em Inglês].

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Quer comer bem? O Hungrygoat’s sabe onde!

Bateu aquela fome e você quer variar no cardápio? Está procurando um lugar para levar aquela pessoa e não passar vergonha? Ou quer apenas saciar sua sede por descobrir lugares novos para comer bem?

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O blog Hungrygoat’s pode te ajudar! Sempre com ótimas dicas e pequenos reviews, você vai conhecer lugares para ir desde o café da manhã até aquele jantar romântico. E o que faz o Goat mandar bem naquilo que diz? Ele VAI aos restaurantes de que fala, não importa se eles ficam no Rio de Janeiro, em Brasília, Belo Horizonte ou até em Nova Iorque.

Então, fica minha dica: visite o Hungrygoat’s e aproveite para segui-lo no twitter. Você não vai se arrepender!

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Aniversário de Brasília, 49 Anos

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Hoje, 21 de abril de 2009, Brasília comemora seu aniversário de 49 anos. A cidade que fora projetada para abrigar 500 mil pessoas na virada do século, hoje conta com quase 2,5 milhões de habitantes. Com isso, alguns problemas das grandes cidades estão se tornando parte da vida da cidade. Várias cidades satélites nasceram para abrigar a demanda habitacional que se impôs, e nos últimos anos vários condomínios horizontais (fechados ou não) foram se anexando às cidades, e agora se mostram como o maior desafio habitacional do Governo.

Brasília foi desenhada cuidadosamente em todos os seus detalhes. Na Esplanada dos Ministérios, por exemplo, o prédio mais alto é o Congresso Nacional, para simbolizar que a vontade do povo é a coisa mais importante do país. Seu formato em H, há quem diga, representa a palavra Humanidade. Tudo muito lindo, na teoria.

Mas me sinto muito orgulhoso de ter nascido nesta cidade, nascida a partir de um mosaico formado por pessoas vindas de todos os cantos do país. Pessoas que formaram uma cidade e geraram uma nova geração de pessoas, que não tem sotaque específico (não carrega no R como os paulistas e nem chia como os cariocas), que conhece os endereços por Quadras e Conjuntos e não por Ruas com nomes variados. E que acha tudo isso completamente normal. De ter nascido em uma cidade que poderia até ser considerada minimalista, se não fosse tão esplêndida nos seus detalhes micro, enquanto seus aspectos de funcionalidade e praticidade são considerados até hoje.

Quanto às festas, hoje o dia será ativo, e a Esplanada deixa de ser um centro administrativo para se tornar o centro de lazer da cidade. O governo investiu pesado para oferecer ônibus a R$1 e metrô de graça. Além disso houve uma corrida de revezamento de manhã (que eu participei ano passado) e vão ocorrer também shows da Xuxa, Jota Quest, Claudia Leite, Sorriso Maroto e Jorge e Matheus, com início às 17h. Uma cavalgada com 5 mil pessoas também se dirige à Zona Central, carregada de simbolismo.

Ao contrário do que geralmente ocorre (não sei se espontaneamente), os programas de televisão em rede nacional estão comentando com intensidade o aniversário da cidade. No programa do Otávio Mesquita, na Band, esta madrugada, o apresentador falou da festa e de suas atrações. No Bom Dia Brasil de hoje, da Globo, também foi destinado certo tempo a falar do aniversário da Capital do país e de seu povo.

Para quem quiser saber um pouco mais sobre a história de Brasília, de forma rápida e simples, este artigo do HowStuffWorks brasileiro conta como foi escolhido o local onde a cidade foi construída, além de fatos históricos. Só fica a ressalva que assim como Brasília é famosa por não ter esquinas, nós também não temos municípios nem prefeitos.

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Brasília não é o Congresso Nacional


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Segundo estimativas do IBGE, o Distrito Federal possui aproximadamente 2,5 milhões de habitantes. Dentre esses, temos 81 Senadores da República e 513 Deputados Federais, além do Presidente da República, seus Ministros, assessores, membros do Judiciário, e muitas pessoas que fazem a máquina pública funcionar. A imprensa tenta com relativo sucesso mostrar que isso é Brasília, mas de fato não é!

Não se pode classificar toda uma cidade tomando apenas um ínfimo pedaço de terra. É certo que as mais importantes decisões políticas do país são tomadas aqui, mas ultimamente o povo brasiliense vem sendo igualado com extrema injustiça àqueles políticos corruptos que agem em favor de seus próprios bolsos e contra a nação. Quem mora em Brasília não tem culpa se os larápios de outros Estados desembarcam aqui, por força do voto popular de quem fala depois que o “ar de Brasília cheira a corrupção”. Ora, de todos os Deputados e Senadores, apenas 11 foram eleitos aqui. E os outros 583? Foram importados.

Além do mais, aonde fica os outros 2,5 milhões de pessoas, que acordam cedo, pegam um ônibus super lotado para poder chegar ao trabalho de onde tiram o dinheiro para pagar as contas no final do mês? Que lutam diariamente para sair do cheque especial, pagar o colégio dos filhos, a comida. Como fica quem precisa ir a um hospital e encontra um verdadeiro  inferno? Essas pessoas, ao contrário do que muita gente imagina, não conhece o Presidente, nem toma chá das 5 com Deputados ou Ministros. Não jogam a famosa pelada da Granja do Torto, nem vão visitar o Palácio da Alvorada nos fins de semana.

Talvez o lugar da Esplanada que mais seja parecido com o que realmente é o DF é a rodoviária, no começo da noite. Lá se vê as pessoas exaustas, esperando outro ônibus lotado para poder chegar em casa depois de uma hora e meia de viagem. Me desculpem pelo desabafo, mas é nojento ver na tv o tempo inteiro repórteres do eixo Rio-São Paulo esteriotipando o povo brasiliense, como se todos aqui fossem culpados pelo fracasso que é a escolha popular de seus representantes.

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Banheiro público em Brasília

Quem mora em Brasília e tem menos de 20 anos provavelmente nunca viu um banheiro público na cidade. Eu mesmo nunca havia visto um. Sempre que preciso de um banheiro, corro para um Shopping, ou para um bar conhecido, etc.. Ou então cria-se o hábito de sempre ir ao banheiro antes de sair de casa ou do trabalho ou de onde quer que esteja.

Mas quarta-feira eu tive que ir a Taguatinga, de metrô (sim, Brasília tem metrô, e muita gente usa) e desembarquei na Praça do Relógio. Quando olhei para o lado direito, vi um banheiro público! Eu quase não acreditei e até tirei uma foto:

banheiro

Este é o primeiro banheiro público que eu vejo no DF. Parabéns à administração de Taguatinga por mantê-lo, e que os outros administradores sigam o exemplo. A população não tem que depender da boa vontade dos comerciantes para poder usar o banheiro.

 

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O sistema de cotas nas Universidades Federais faz sentido?

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black and white in black and white, por iMollo

Foi implantado, a partir do 2º Vestibular de 2004 da Universidade de Brasília o sistema de cotas para negors, que reserva 20% das vagas de todos os cursos para candidatos negros. Na época da criação do sistema e até hoje, muito se ouve falar sobre inclusão racial em um país como o nosso, onde os negros não têm vez.

Porém, quase 4 anos depois da implantação do sistema, este se mostrou falho e ineficaz em vários aspectos. Primeiramente o método de classificação do candidato em negro ou não. Depois de um episódio em que dois irmãos gêmeos tiveram classificações distintas (um branco e um negro) a própria Universidade resolveu alterar o critério de classificação. Antes, o candidato ao sistema de cotas era fotografado e uma banca examinadora avaliava se ele era ou não negro. Agora, ao invés de fotos, os candidatos deverão comparecer a uma entrevista em até 15 dias após a realização das provas objetivas. Mesmo assim, o critério ainda parece muio pouco científico e tende a ser muito subjetivo.

Em segundo lugar, a criação das cotas pode gerar uma exclusão ainda maior para aqueles que não tiveram condições de frequentar uma boa escola e tem a pele clara. O jornal Campus em sua edição nº 325 apresentou a matéria “Cotas para quê?” onde a manutenção das cotas é defendida, inclusive com a manifestação de dois especialistas favoravelmente ao sistema. Mas no mesmo artigo, pode-se notar que a tão sonhada inclusão passa muito longe de ser alcançada com o modelo vigente.

No sexto parágrafo do texto, são apresentados dados do Ipea (Instituto de Pesquisas econômicas Aplicadas) que afirmam que entre os 15 milhões de analfabetos do país, 10 milhões são negros. Além disso, da população total, 53% dos pobres são negros. Pela ótica do jornal, ao que parece, os 5 milhões de pessoas analfabetas e não-negras do país não merecem atenção, nem os 47% da população pobre que não é negra. O jornal ainda afirma: “Seja classe ou seja cor, os números nos permitem ver que negros e pobres, no Brasil, são as mesmas pessoas.” Mas eu não consigo ver que um conjunto sem 1/3 de seus membros e outro sem 47% das pessoas sejam a representação fiel da realidade.

Que futuro terão essas pessoas ceifadas da classificação negra terão, se continuarem vivendo excluídas até dos processos de inclusão? Mais além, a Coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial da UnB, Srª Déborah Santos afirma: “O que não entendem é que as cotas são políticas temporárias, não são eternas.” Mas em um país como o nosso, sabemos que muitas e muitas coisas começaram como temporárias, e se perpetuam até hoje, como a alíquota de 50% do FGTS na multa recisória para cobrir os rombos dos planos econômicos.

Deve-se deixar de lado esse pensamento comunista-adaptado de que há uma definição de classe excluída no Brasil. A exclusão já tomou contornos muito mais complexo que os quadros da UnB conseguem ser riscados. A exclusão começa na Educação Básica, na falta de educação familiar e no terrível Ensino Público. Não adianta tentar consertar uma encanação inteira trocando a carrapeta da torneira. O que se vê pela UnB são milhares de alunos que fazem seus cursos querendo mudar para outros, por conta desse método falho que temos hoje, em que se entra no curso sem a menor noção do que se trata. Isso sim acaba com várias vagas, e exclui muitas pessoas, estejam elas bem preparadas ou não.

Não sou contra o movimento negro, apenas acredito que o sistema de cotas, direcionado para uma única parcela de uma sociedade excluída extremamente diversificada não irá surtir efeitos realmente eficazes a longo prazo.

PS: Não sou eu na foto.

 victor_end

Fontes: Terra e Universia

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Já tem carro da Coleta Seletiva Solidária quebrado(!)

Os catadores e carroceiros de Brasília receberam no dia 12 de Maio 13 triciclos com capacidade de carregar 1.200kg de material. Tudo muito bom, notícia no jornal, mas vejam só o que apareceu na minha frente dia 14 de Maio, DOIS dias depois da entrega dos veículos:

O triciclo estava quebrado na via de acesso à L3 Norte, na altura da 608. O homem que está dentro estava tentando fazer o azulzinho funcionar a todo custo, e um outro homem chegou de bicicleta para ajudar. Ainda bem que "Antes de receberem os veículos, os catadores foram capacitados sobre como utilizá-los e como fazer a manutenção do equipamento."

Esse post me caiu no colo…

Notícia da entrega dos triciclos: Correio Braziliense

victor_end

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