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O problema do Linux para o usuário intermediário

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Sou um desses usuários intermediários de computadores. O único curso que fiz foi um de “Operador de Micro” há nove anos. Eu era um pirralho e mesmo assim já sabia fazer tudo o que “ensinavam” nos cursos. Sempre fui bastante curioso e auto-didata para tecnologia. Mesmo antes da internet se tornar essa rede mundial de cooperação e compartilhamento pessoal de informações. Muito antes do boom dos blogs, wikis e fóruns.

Também nunca dependi de saber programar em nenhuma linguagem para ganhar uns trocados fazendo arte-final no CorelDraw de vez em quando. Um dia conheci o Kurumin Linux. Simplesmente adorei aquele pinguim que vestia uma camisa com a bandeira do Brasil. Ele tinha OpenOffice, tinha os scripts para facilitar muita coisa, era LiveCD, mas eu ainda precisava do Windows e seus programas. Então, usava Windows e no tempo livre me aventurava pelo Linux. Até tentei usar ele em casa, mas ele simplesmente não se entendia com meu modem Agere. E ficar sem internet não dá né?

Aí sempre usei o Kurumin regularmente, simplesmente para poder mexer nele, fuçar o sistema. Depois veio o Ubuntu, com sua proposta de simplicidade e me agradou muito. Fiz propaganda dele e tudo. Usava muito ele, principalmente quando eu podia usar em um computador com banda larga normal, ligada através da Ethernet. Porém continuei tendo problemas para fazer  ele funcionar em harmonia com meu modem Huawei da Tim.

E é aí que aparece o problema do Linux. Você sempre fica dependente de saber fazer as coisas funcionar na unha. Ou você tem o programa que é oferecido nos gerenciadores de pacotes, ou então vai ter que se virar para fazer funcionar. Ou então você vai ter que ficar compilando o programa. Se for pedir ajuda em um fórum, ainda corre o risco de dizerem que a sua distribuição não presta e que a que ele usa é a melhor. Ou então Levitra buy cheap de virem com uma “ajudinha” na forma de 50 linhas de código.

Quem usa o computador como uma ferramenta de trabalho não necessariamente ligada à programação e gerência de tecnologia não tem tempo nem vontade de ficar memorizando o código que deve ser usado para executar a tarefa X ou Y. Simplesmente quer que as coisas funcionem e pronto! E é nisso que o Windows e o Mac triunfam. Pergunte a um usuário médio de Windows que nunca programou se ele sabe se quer o que é compilar. Ele nunca precisou. Sempre foi suficiente fazer o download de um arquivo .exe e depois dar dois cliques e instalar. Tudo certo, e tranquilo.

Não que eu seja contra quem compile seus próprios programas, mas que deixem em paz quem quer simplicidade. Ou por acaso alguém vai para o médico com alguma doença e pergunta para ele qual é a fórmula e a meia-vida do remédio que ele receitou? Simplesmente quer que cure sua doença. E é assim que a maioria esmagadora de consumidores de tecnologia pensa. Quer algo que facilita sua vida, não que as faça ter que aprender algo completamente novo.

É o caso do sertanejo do interior do Maranhão, que comprou uma TV, uma antena parabólica e um aparelho de DVD. Ele só quer colocar o disco lá dentro e ver a imagem e ouvir o som na televisão. Não interessa que raios que faz o aparelho funcionar. Ele também nunca vai atualizar o firmware do player dele. Ele nem sabe o que “diacho” é firmware.

Para que o Linux passe a ser aceito pelas pessoas comuns, que consomem SOLUÇÕES, ele deve se tornar realmente amigo do usuário, não um user-friendly que no final não ajuda em nada, só em uma tela bonitinha. É preciso aceitar que milhões de pessoas não sabem nem o que um sistema operacional faz, que forçar alguém a ler milhões de reviews sobre distribuições é perder usuário. É preciso parar de dizer que quem usa Windows é burro ou acomodado e quem usa Mac não é homem. Por que isso só faz criar antipatia. Que tal falar para o usuário: sim, o sistema que você usa resolve seus problemas, mas eu conheço uma forma muito mais simples e segura de resolvê-los. E realmente ter uma solução mais simples. Ou então resolver de uma vez por todas que o Linux é para Servidores e falar para o usuário: meu produto não é para você, a não ser que você queira aprender e tiver tempo para isso.

A comunidade Linux tem um ótimo produto, basta saber como fazer ele ser ótimo para o restante da comunidade.

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