Skip to content

O mundo virtual é tão hipócrita quanto o real

Não adianta, o mundo virtual é exatamente igual ao real. Ele apenas apresenta com cores mais fortes certas nuances. E quando esses dois mundos se cruzam, principalmente nos Tribunais, o resultado geralmente é desastroso. Na última sexta-feira a União Européia declarou que a “venda” do navegador Internet Explorer junto com o Windows viola as leis antrituste da UE. A Microsoft, simplesmente aceitou a retirada do programa do sistemas sistemas operacionais vendidos para os países do bloco, e afirmou que está completamente comprometida a seguir as leis.

O Internet Explorer sempre foi alvo de diversas ações na justiça de vários países, provavelmente por possuir a liderança absoluta no mercado de navegadores. A ação que foi julgada procedente sexta-feira foi movida pela Opera Software, que produz o navegador Opera, o melhor browser que ninguém usa. Por ser um processo contra a gigante Microsoft, muitas pessoas tendem a defender a decisão da Corte européia, afinal o porte da MS e o market share do seu sistema operacional Windows são estrondosos e pode parecer uma briga de chiwawa com Pitbull de rinha.

532px-opera_o

Opera – O melhor navegador que ninguém usa

Mas se analisarmos um pouco o cenário atual de browsers podemos ver que a competição talvez seja a maior no mercado de software. Temos Firefox, Internet Explorer , Safari, Opera e Chrome entre os mais badalados. Além disso todos eles são grátis e todos funcionam muito bem no Windows. Para mostrar ainda mais como a decisão é um tanto equivocada, TODAS as distribuições Linux que já usei vêm com um navegador incluso, e na grande maioria ele é o Firefox. E ninguém se incomoda com issso. Por que cargas d’água a Microsoft é culpada se a maioria das pessoas resolve usar o seu navegador. Opções não faltam, todas elas igualmente gratuitas.

Imagine se a moda pega e todas as cópias do Windows distribuídas ao redor do mundo vierem sem o IE. Você vai ter que ir na casa do vizinho e pedir para usar a internet para fazer o download do browser, pois sem um você não consegue fazer quase nada on-line. Mais ou menos como pedir uma xícara de açúcar, não?

Muito obrigado ao Thiago Rodrigues por notar um erro no título, que já foi corrigido.

aqui.

3 Comments

  1. Olá Victor, só para registrar, sou contrário à sua opinião, principalmemte por que um de seus argumentos é o fato de que boa parte das distribuições linux (que você usou) veem com firefox. Em parte é verdade, entretanto você também esqueceu de citar que as mesmas distros (possívelmente) também veem com o Konqueror (KDE), Lynx e Links (modo texto). No slackware ainda veem o Mozilla incluído.

    Também não haveria problema algum se tais distros viessem sem nenhum navegador, pois bastaria utilizar o wget ou um gerenciador de pacotes (como o apt-get) para realizar o download do brownser. Já no Windows…

    Também devo citar que no Windows XP não é nenhum pouco comodo desistalar o IE 6. Para removê-lo completamente, salvo engano, é necessário “apelar” para os registros do Windows manualmente.

    Uma pequena correção, no título não deveria ser “quanto” ao invés de “quando”?

    Abraço!

    Último post de Thiago Rodrigues –> Breve reflexão sobre o Natal

    • Thiago, é verdade que algumas distribuições vêm com mais de uma opção de browser, mas vou usar outro argumento que não citei no post. Um sistema operacional é um conjunto de programas, e entre eles pode estar incluso o navegador. Imagine você comprar um carro e ele vir sem as lâmpadas para que o proprietário possa escolher entre as marcas X ou Y.
      Além do mais, porque a Opera não processa a Apple também, por seu OS vir com o Safari integrado? Provavelmente por uma simples questão de Market Share.
      Mas eu respeito sua opinião e fico muito feliz por você tê-la registrado.
      Muito obrigado pelo toque quanto ao título!
      Abraços!

Deixe uma resposta