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Categoria: Cotidiano

Inversão Térmica

Veja a foto abaixo:

Parece normal, não? Um belo dia de sol no janeiro chuvoso de Brasília. Mas preste atenção no céu. Percebeu algo estranho? Vamos olhar mais de perto (aumentei um pouco o contraste também):

Note que há uma camada cinzenta sobre os prédios. Mas o que é isso, afinal?

Trata-se de um fenômeno chamado inversão térmica. Normalmente, o ar é mais quente próximo do solo, porque o sol aquece a superfície terrestre e esta aquece o ar que esta sobre ela. Porém, sob certas condições, é possível que uma camada de ar mais frio fique abaixo de uma camada de ar mais quente, o que interfere diretamente na dinâmica de convecção, onde o ar mais quente (menos denso) sobe, enquanto o mais frio (mais denso) desce, cessando o processo. Por sua vez, esta interrupção acaba por prejudicar a dissipação dos poluentes na atmosfera, e eles ficam confinados na camada inferior, como nas fotos.

Imagine respirar esse ar cinza…

Referência: Inversion (meteorology) [Wikipedia, em Inglês].

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Feliz 2012!


Foto: nlmAdestiny

Mais um ano chegou, é hora de fazer novos planos, repensar nas estratégias para alcançar outros, comemorar o sucesso mais alguns e os conhecimentos adquiridos com o que não deu certo. É hora de comemorar a vida!

Em 2011, este humilde blog teve mais de 45.000 visitas, mesmo com os poucos posts que tive a chance de publicar. É curioso ver como as coisas mudaram desde 2008, quando este espaço num cantinho da Internet começou. De lá para cá, muita coisa em minha vida mudou, para melhor, como espero que tenha acontecido com você!

Que em 2012 eu tenha mais oportunidades de escrever um pouco aqui, e que você também tenha o mesmo carinho em me visitar por aqui.

Grande Abraço!

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Feliz Dia das Mães

Há algum tempo não escrevo por aqui. Hoje não vou escrever muito, ainda, mas não podia deixar passar em branco o dia em que se comemora as mulheres mais fortes, corajosas e cheias de amor do mundo: as mães.

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

 

Foto: georgereyes

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Copa 2010: Brasil x Chile

Brasil x Chile

Copa do Mundo, Oitavas de Final, Brasil x Chile. Parece simples, não é mesmo? Mas todos nós sabemos que não é, seja pela caixinha de surpresas que é o futebol (e talvez por isso seja tão amado), seja pela caixinha de surpresas que é a Seleção Brasileira. A Seleção Canarinho começou a Copa com um futebol burocrático contra a fraquinha Coréia do Norte, jogou bem contra a constelação cadente da Costa do Marfim e no último jogo, contra os portugueses (e alguns brasileiros também), o Brasil pareceu um time medroso. Mas bem ou mal, o objetivo foi alcançado: nos classificamos no 1º lugar do grupo.

Agora a coisa fica séria, e não é mais permitido errar (a não ser que você seja árbitro). Já deram adeus à África do Sul os Estados Unidos, Coréia do Sul e a sempre favorita e nunca vitoriosa Inglaterra. A Argentina está ganhando ganhou do México, e amanhã é dia de Holanda x Eslováquia e o mais importante: Brasil e Chile.

Para não perder a tradição, lancei mais uma enquete. Esta não tem muita frescura: é só votar em quem vai se classificar – Brasil ou Chile.

Vamos deixar a desconfiança com a Seleção e torcer muito amanhã!

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Como Será o Jogo Brasil x Chile em Salvador? Vote!

Mais um da série “como será” de futebol. Dessa vez eu te pergunto, sem muita enrolação: Como será o jogo Brasil x Chile, que acontece na próxima quarta-feira (9/9/09)? Apenas para ajudar a sua memória, o Brasil jogará sem 4 titulares: Kaká, Luís Fabiano, Lúcio e Robinho. Ramires também não joga. Eles estão suspensos do próximo jogo pelos cartões amarelos que receberam no jogo contra a Argentina, exceto Robinho, que foi cortado por lesão.

Mas vamos deixar de conversa fiada. Dê sua opinião na enquete, e aproveite e clique aqui para indicá-la no twitter.

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Ah! Não esqueçam de torcer pelo Paraguai também! rs

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Como Será o Jogo Argentina x Brasil?

Hoje é dia de um dos maiores clássicos do futebol mundial. Argentina x Brasil no estádio Gigante Arroyito, na cidade de Rosario, Argentina. O local foi escolhido pelo técnico argentino Maradona, da Seleção argentina. Foi lá que aconteceu a famosa “Batalha de Rosário”, que terminou em 0x0.

Os argentinos correm o risco de perder a 4ª posição que ocupam nas eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul, caso se rendam ao futebol brasileiro. Isso complicaria ainda mais a campanha dos hermanos, que correriam sérios riscos de assistir a Copa pela TV.

E como eu fiz há pouco mais de um ano, pergunto a você, nobre leitor, como será o jogo Argentina x Brasil? Como todos nós temos um pouco de técnico de futebol, deixe seu pitaco por aqui. O resultado sai hoje (5/9) às 21:00h, horário de Brasília. Assim, ainda dá tempo de apostar (e ganhar) uma caixa de cerveja com aquele seu vizinho argentino.

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O Brasil está doente. Socialmente.

Diariamente vemos o noticiário policial tomar cada vez mais espaço nos jornais. Vemos políticos fazendo o que bem entendem com o dinheiro do povo e depois aparecerem com a maior cara-de-pau falando que estão defendendo o nosso país, que trabalham duro por um Brasil melhor. Todos os dias somos feitos de bobos e já nem nos espantamos. E a culpa disso é a sociedade arruinada que estamos mantendo, como um castelo de cartas prestes a desmoronar.

A culpa não é simplesmente dos políticos que estão pouco se lixando para quem os elegeu, tampouco da polícia que não consegue proteger as ruas de forma eficaz. Ou ainda do diretor do hospital que alega falta de médicos ou medicamentos para atender pacientes que se humilham nas filas para não morrerem doentes. A de verdade passa por um conjunto de leis que a cada dia enfraquece o poder do Estado sobre os indivíduos, passa pelo povo que vota nos parlamentares que votam e aprovam essas leis, e passa por um povo que vê o desrespeito às leis como algo completamente aceitável.

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Hoje passou no DFTV uma matéria sobre a falta de respeito às calçadas de Brasília, assim como outra matéria exibida no Jornal Nacional. As calçadas são usadas para dispor mesas, plantar árvores, extender o quintal de casa e até de estacionamento. O direito do pedrestre de poder andar sem ter que disputar espaço com os carros na pista fica prejudicado. E todos os que são flagrados sempre tem uma desculpa na ponta da língua para justificar seus erros.

No Correio Braziliense de domingo (14/06/2009) foi exibida uma matéria sobre o consumo de drogas nas quadras residenciais do Plano Piloto de Brasília. Jovens de classe média alta esbanjando tranquilidade ao fumar maconha em frente a parquinhos infantis e quadras de esporte, como se estivessem fumando um cigarro comum. Pelo que foi descrito, já virou uma verdadeira praga. E para pirorar tudo, os próprios usuários se transformaram em pequenos traficantes, que carregam pequenas quantidades de droga para outros usuários.

A Secretaria de Segurança Pública alega que é muito difícil manter alguém preso por causa da lei 11.343 de 2.006, a punição para quem é enquadrado como consumidor de entorpecentes se restringe a:

Art. 28.  Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

I – advertência sobre os efeitos das drogas;

II – prestação de serviços à comunidade;

III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

Além de multa e internação e tratamento em estabelecimento de saúde. Segundo a Secretaria, enquadrar os usuários como traficantes é quase impossível. Essa lei de 2.006 veio aliviar bastante uma lei de 1.976 que previa prisão de seis meses a um ano para o mesmo crime. Aqui pode-se ver uma lei que foi criada à luz da Democracia, mas que acabou por piorar muito as condições da sociedade, pois expõe as crianças da cidade ao tráfico, implementa o consumo de drogas a um número cada vez maior de pessoas, aumenta a criminalidade e ainda tira o poder que o próprio Estado precisa para manter uma sociedade em equilíbrio.

Só como ilustração, segundo a SSP-DF, 65% dos homicídios registrados no DF tiveram alguma ligação com entorpecentes. Estamos falando em mais de 300 vidas que poderiam ter sido poupadas. No caso das calçadas, vemos a própria sociedade pisando na lei, e que prejudica a qualidade de vida de outras pessoas. No das drogas, vemos a população pagando com vidas os efeitos de uma lei que não serve para nada, além da produção de registros nas Delegacias.

Mas sempre existe uma forma de tornar o que temos hoje em algo melhor. Na revista Veja do mesmo domingo (14/06/2009), foi publicada uma entrevista do ex-Prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que governou a cidade com a política de tolerância zero, e conseguiu transformá-la de cidade mais violenta dos EUA na menos violenta. Na entrevista, ele comenta que para que seu plano de Governo desse certo, foi necessário olhar para as pequenas coisas. Segundo ele:

Em Nova York, ninguém queria prender o ladrão de rua, só o assaltante que levou 1 milhão de dólares de um banco ou o chefe do tráfico. O problema é que tanto o ladrãozinho quanto o adolescente que picha muros estão diretamente relacionados ao chefão do tráfico. Um leva ao outro. Um só existe por causa do outro. Antes de mais nada, cidades degradadas pela violência precisam resgatar a moral, o respeito. O que é seu é seu, e eu não posso pichar. Ponto. Também não posso roubar, nem quebrar, nem vender drogas, nem morar na rua. Sem valores morais, toda a sociedade acaba no círculo do crime, de uma forma ou de outra. Se o respeito volta, o crime adoece.

O que temos aqui é um quadro de completa falta de moral e respeito por grande parte da sociedade. Parar em cima da calçada pode parecer inofensivo, mas degrada a moral a que ele se refere. Um povo que não tem moral e respeito pelas leis, não tem também moral de cobrar uma polícia livre de corrupção (porque esta é parte daquela), nem que os políticos mantenham um mínimo de decoro nas suas atividades. Enquanto não se adotar uma postura desenvolvida de achar feio que descumpre as regras do jogo, enquanto não deixarmos de ser o país do jeitinho e da maladragem, continuaremos chorando milhares de vidas perdidas para a violência ou pelo câncer que não pode ser tratado na rede pública de Saúde.

Pense nisso.

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