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Até onde vale a pena negociar?

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Com o caso do seqüestro de Santo André ficou uma pergunta que provavelmente muita gente se faz nessas horas: seria melhor a polícia ter matado o seqüestrador logo ou manter as negociações foi a atitude mais correta? Do ponto de vista dos órgãos oficiais, fica claro que a manutenção das negociações tendo em vista tentar salvar as vidas das pessoas envolvidas, incluindo o próprio seqüestrados é a escolha mais políticamente correta. Mas e do ponto de vista do saldo final da tragédia? Quem deveria ter morrido? A jovem que por fim veio ao óbito, ou o seu seqüestrador?

E não adianta dizer que ele era um rapaz que nunca apresentou nenhum desequilíbrio, que ele era querido por toda a vizinhança, ou que ele tinha 2 empregos. O que importa é o que ele estava fazendo: mantendo duas pessoas sob a mira de uma arma. E ainda atirando para fora da janela, assumindo o risco de atingir pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com suas frustrações. Ele estava completamente deseqüilibrado, e isso ficou evidente durante as negociações. Então como negociar com uma pessoa naquelas condições?

Ao que me parece, as regras que definem como tratar criminosos só têm servido para proteger as pessoas erradas, enquanto famílias vêm perdendo seus entes queridos para a violência impune desse país. Qual vai ser o destino deste rapaz? Provavelmente será condenado, mas com certeza absoluta não cumprirá toda a pena, pois existem mecanismos diversos para atenuar penas criminais. Enquanto isso a família da jovem morta cumprirá a eterna pena do vazio que ela deixou. Por isso eu acredito que ele deveria ter sido abatido logo nos primeiros sinais de falhas nas negociações.

Foto: markeff66

 

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