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Windows no Mac OS X, usando VirtualBox [Atualizado]

Rodar um sistema operacional dentro de outro não é novidade. Há muito tempo existem opções de programas que criam máquinas virtuais, e muitas vezes as usamos e nem percebemos. Quem usa o Mac OS X Leopard conta basicamente com duas opções bem conhecidas. A primeira é o VMware Fusion e a outra é o Parallels. Ambas são pagas (a primeira custa US$79,99 [a partir] e a segunda, US$79,99).

Para quem busca uma solução menos parruda e grátis, a Sun oferece o xVM VirtualBox. A instalação no Mac OS X só não é mais simples porque usa um instalador, e não o trivial drag’n’drop. Mas nada mais que alguns cliques em avançar e um em aceitar quando a licença é exibida. Como estamos falando de software para Mac (ele também existe para Windows e Linux) não preciso comentar sobre a licença.

Depois disso, basta abrir o programa e criar uma máquina virtual. Os passos são simples e as telas são exibidas em português, com várias instruções. Após criada a máquina virtual o próximo passo é iniciá-la. O procedimento simula um boot na sua máquina virtual, então se iniciarmos a máquina com um cd do Windows, este irá iniciar o processo de instalação. Instalação completamente normal por sinal.

Agora vou contar minhas experiências com o programa. Um breve resumo do meu hardware: Intel Core2Duo T8100 (2,1GHz), 1GB DDR2, encapsulados em um MacBook White.

Windows Vista

A instalação do Vista correu normalmente, foram dedicados 40GB de HD para o sistema, e 512MB de memória. Resultado: máquina real e virtual lentas. O Mac ficou inutilizável, e o Vista ficou com um delay terrível. A experiência não foi boa, e não chegou ao segundo dia. Talvez para computadores mais parrudos, com melhores recursos de memória e vídeo, a experiência possa ser mais bem sucedida. Para mim, não.

Windows XP

No Windows XP também ocorreu sem sobressaltos. Talvez pelas tantas vezes que já tive que repetir a rotina, e também pela eficiência do programa. Dessa vez, dediquei um pouco menos de RAM (398MB) e menos espaço em disco (31GB). O resultado foi maravilhoso. Windows e Mac rodando juntos, sem sobressaltos. É possível colocar a máquina virtual em um space e continuar usando os outros. Testei rodar a máquina virtual com o XP, o Safari, o LittleSnapper e o Adium ao mesmo tempo, e não tive problemas. Abaixo uma imagem do Windows rodando na máquina virtual:

Windows rodando sob o Mac OS X

Windows rodando na máquina virtual

Agora vou aos motivos que me levaram a instalar uma máquina virtual no Mac. Posso dizer que estou quase completamente feliz com o Mac OS X. Não digo adaptado, pois um usuário adaptado não é o mesmo que um feliz. O adaptado consegue usar um programa (ou ferramenta), mas não vê a hora de terminar o que tem que fazer e voltar para um ambiente que se sinta feliz. O Windows funciona muito bem, eu o utilizo por mais de 6 horas por dia, mas para trabalhar. Em casa sou feliz no Mac, onde as coisas simplesmente funcionam (e bem). Pode parecer bobagem essa história do just works, mas se você geralmente não tem tempo (ou conhecimento técnico, ou paciência) para ficar buscando em fóruns as soluções para fazer aquele driver funcionar, ou então conseguir descobrir aquela linha de comando para fazer algo funcionar, verá que que usar Mac é focar apenas no que se quer fazer, e o sistema cuida do resto.

Mas nem tudo são nuvens, pois alguns programas essenciais ou não existem para o Mac ou não possuem todas as funcionalidades da versão para Windows (o inverso também existe!). Um que não existe no sistema da maçã é o Windows Live Writer (que estou utilizando para escrever este post). Ele é um ótimo exemplo de programa da Microsoft que é amado e invejado por quem usa outros sistemas operacionais. Simplesmente fantástico. O que funciona parcialmente é o Excel. Na versão para Mac, não é possível trabalhar com macros, VBA e nem tabelas dinâmicas. Tudo o que eu mais uso para trabalhar.

Por isso que eu instalei Windows XP, apenas por causa desses dois programinhas. Quando tiver que usar o Excel ou escrever um post poderei fazê-los sem ter que deixar de usar o Mac. E assim que terminar, basta encerrar o programa e o campo de distorção da realidade volta a funcionar com toda carga. ;)

Configurando a rede

Configurar a rede no VirtualBox é relativamente simples (exceto se você usa um modem 3G). Você pode utilizar a placa de rede com fios (ethernet) ou a placa wireless AirPort. Para isso, você deve estar com a máquina virtual desligada. Depois, clique em configurações e navegue até a seção de rede. Aí é só escolher um modelo de placa de rede, selecionar a opção “Placa em modo Bridge” em “Conectado a” e depois escolha placa de rede que você quer compartilhar em “Conectado a”. Veja uma imagem da configuração da placa ethernet:

config_network_virtualbox

Por que não BootCamp?

Para quem quer rodar jogos, ou utilizar programas mais pesados ou quer usar todos os recursos disponíveis no sistema (vídeo, memória, etc…) a instalação do Windows via BootCamp ainda é a melhor opção. Minha experiência com o Windows Vista foi muito boa (tirando o relógio do Mac atrasar toda vez que eu voltava do Windows). Mas para simplesmente usar 2 programas e depois voltar a para as outras atividades não é viável ter que desligar o computador, religá-lo  usando o Windows, e depois desligá-lo e voltar para o Mac. Os programas e documentos abertos terão que ser fechados e o foco se perde, geralmente. Para mim, usar a máquina virtual tem sido uma experiência muito produtiva, e me deixou um usuário Mac ainda mais feliz.

PS: Vale lembrar que apesar de virtual, as licenças do Windows e dos demais programas têm que ser genuínas, como em qualquer instalação em máquinas não-virtuais.

[ATUALIZAÇÃO] – Compartilhar Pastas

Recebi algumas dúvidas a respeito de como compartilhar pastas entre o VirtualBox e o Mac OS X. Apesar de não usar mais o VBox, resolvi pesquisar um pouco, e é bastante simples:

1. Instalar os “Guest Additions”: Clique em Devices e depois clique em “Install Guest Additions”:


Imagem: Fórum VirtualBox

2. Vá nas configurações da máquina virtual e vá até a seção “Shared Folders”. Clique no botão de adicionar e escolha uma pasta. ATENÇÃO: Tente usar um nome simples para a pasta compartilhada, sem espaços e sem caracteres especiais.

Só isso! Caso as coisas não apareçam exatamente da forma como eu descrevi, peço que me digam, pois como eu disse não uso mais o VBox, e fiz essa atualização segundo as dicas de um tópico do fórum do desenvolvedor, se quiser vê-lo, clique aqui. Espero ter ajudado!

Live Mesh agora para Mac!

 

A Microsoft não brinca em serviço. Enquanto muita gente ainda especula sobre cloud computing a empresa já está se mexendo para não ter que correr atrás do prejuízo depois. Provas disso são o “Web Applications for Office”, que deverá ser integrado ao Office Workspace, e o Live Mesh. O primeiro deverá criar um ambiente web e cross-browser para criação e edição online de documetos, à la Google Docs, mas não um clone, claro.

Já o Live Mesh, que já está no ar há algum tempo para alguns usuários é um sistema de armazenamento onde o usuário pode guardar seus documentos na “nuvem”, mantendo eles sincronizados com uma pasta específica no PC. Atualmente seu espaço de armazenamento é de aproximadamente 5Gb, independente da sua conta no Live Mail. Mas o grande passo foi a possibilidade de estender a sincronização também para computadores usando Mac OS X 10.5 e Windows Mobile. Isso abre o leque de usuários para algo em torno de 99% dos usuários domésticos de computadores. Abaixo segue uma tela do serviço no Mac:

A aposta da empresa em manter ativa sua divisão que cuida do Office para Mac, além da inclusão do Leopard nos devices que podem ser sincronizados pelo Live Mesh mostra que apesar das propagandas nem tão amistosas entre as empresas, a Microsoft sabe que não pode deixar de ladoos usuários Mac, e que o conceito de mobilidade e sincronização tão falado por Bill Gates segue sendo perseguido pela empresa.

Referências: Meio Bit e MacMagazine

Os efeitos de campanhas como a Orange Balloon Race

balloon_race

Para quem não percebeu, este blog participou, há uma semana atrás da Orange Balloon Race. Tratou-se de uma "corrida" de balões virtuais, em que o vencedor foi aquele que "navegou" por mais sites e blogs cadastrados. O Fabio Allves fez um post explicando melhor a corrida, pouco antes que ela começasse.

Durante a corrida, eu, como a maioria dos participantes, visitei muitos sites (muitos mesmo). Alguns deles me chamaram a atenção e grande foi a surpresa ao ver que havia muitos blogs brasileiros participando. Como balanço geral da corrida, pude notar com muita facilidade:

  • A audiência do blog chegou a ser 5x maior durante a corrida se comparada a dias normais;
  • A audiência pós-corrida dobrou;
  • O número de spam que chega via comentários também dobrou.

Claro que são evidentes as vantagens de participar de campanhas assim, pois a visibilidade do site/blog aumenta considerávelmente. Porém, também devem ser revistos alguns pontos antes que se faça uma competição semelhante:

  1. Deveria haver um botão para "favoritar" o blog ou site em que seu balão esteja, para que mais tarde o visitante possa retornar;
  2. A contagem de milhas feitas deveria levar em conta as páginas de cada blog que foram visitadas, pois o modelo que foi adotado leva os participantes a deixar seu balão navegando à deriva até a margem direita da tela, o que não favorece a exploração do conteúdo dos sites/blogs.

No final das contas, foi proveitoso participar da primeira corrida de balões da internet. Não diria que chegou a ser divertido, pois ver um balão atravessar a tela e não poder aproveitar o conteúdo, e também não poder marcar as que eu mais gostei realmente fez falta.

Quem sabe a blogosfera brasileira se anima e também faz algo assim, para que os blogueiros possam interagir entre sí, e mais importante que isso: possam se conhecer através de seus blogs.

Quanto ao vencedore da corrida, esse irá para Ibiza com tudo pago pela Orange. Legal, não?