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Porquê o Twitter Deu Certo

Há pouco mais de 1 ano, eu postei aqui no blog minhas impressões sobre o Plurk, um sistema de microblogging  que possuía algumas diferenças em relação ao Twitter. Na época, eu disse que havia escolhido o serviço e abandonado o Twitter. Mas depois de um ano, volto a falar sobre o assunto, e dizer o porquê eu voltei para o Twitter (e abandonei o Plurk).

Naquele tempo, o Twitter sofria muito, mas MUITO com as instabilidades no serviço. As chamadas baleiadas eram as companheiras de quem twitava. Além disso, os clientes externos para o serviço ainda não estavam bem difundidos. Hoje o panorama é bem diferente. O serviço dificilmente fica fora do ar, e para quem não usa a o serviço pela página da web, os clientes externos complementam de forma bastante consistente as lacunas que existem no site do serviço, como responder mensagens, dar RTs (falarei em seguida), verificar quem te mencionou, verificar as Direct Messages (mensagens privadas), encurtar links, e muito mais.

tweetie
Tweetie, cliente Twitter para Mac OS X

O formato como as mensagens são exibidas no Twitter também ajudam muito no dinamismo do serviço. Originalmente não há distinção entre as pessoas que você segue e suas mensagens. No Plurk, as mensagem são exibidas como conjuntos de conversas. As respostas a uma determinada mensagem não são exibidas, a menos que o usuário clique para isso. Porém uma coisa que ainda irrita bastante nos dois serviços é a obsessão que determinados usuários tem quanto ao número de pessoas que as seguem.

timeline
Timeline do Plurk. As respostas ficam agrupadas em verdadeiros chats.

Como se vê, o outro aspecto que faz o Twitter ser usado como uma ferramenta excepcional de comunicação é a possibilidade de criar um perfil mais profissional. O Plurk mais parece um serviço de entretenimento. Acessá-lo no local de trabalho nunca seria visto com bosn olhos. Já o Twitter atrai executivos, políticos, artistas, estudantes, empresas. É um lugar onde pode-se fazer um belo trabalho de networking (como diria Max Gehringer). Temos tweets sobre praticamente tudo: notícias, piadas, desabafos, filosóficos, promoções, oportunidades, dicas.

O Poder dos RTs e das #

Tudo muito legal, mas na minha opinião o que faz do Twitter essa ferramenta incrivelmente poderosa são os RTs, como se chamam os Tweets que replicam o conteúdo já postado por outros usuários. Funciona mais ou menos assim: você segue alguém, que posta uma mensagem. Você acha a mensagem interessante, e republica a mensagem, precedida de “RT @nome_do_usuario”. Assim, você leva a mensagem para as pessoas que te seguem, mas não seguem a pessoa que postou a mensagem originalmente, e mantém o crédito ao autor. Pode parecer uma besteira, mas gera um efeito disseminador de informação incrível.

Já as hastags (#) são um método de indexar determinadas palavras postadas. Uma das mais conhecidas é o #forasarney, que mobilizou milhares de pessoas a mostrar seu descontentamento com o Senador. O #followfriaday é ainda mais popular, e transforma o último dia útil da semana no dia em que uns usuários indicam outros, movimentando o cenário de seguidores/seguidos.

Por tudo isso, não há como negar que o Twitter seja uma ferramenta que revolucionou a forma como as pessoas se comunicam. Eventos como as eleições no Irã, um dos países mais fechados do mundo, foram denunciados e em pouco tempo (muito pouco na verdade) pessoas do mundo já sabiam o que estava acontecendo. O Twitter consegue ser mais rápido até que os blogs, que eram sinônimo de agilidade de informação. Para dar uma notícia, você não precisa de nada, a não ser de uma conta no serviço, que é grátis.

Além de tudo isso, o Twitter ainda movimentou vários outros segmentos de sites, como os que encurtam urls, os que fazem análises de perfis, entre outros. Mas não vou falar sobre eles (não agora).

Se você quer aprender mais sobre Twitter e redes sociais, e http://melinka.net é um ótimo site. Passe lá e aproveite! Também não esqueça de visitar meu perfil, o @victorfranco. Se você gostar e me seguir, vou ficar muito feliz.

Windows no Mac OS X, usando VirtualBox [Atualizado]

Rodar um sistema operacional dentro de outro não é novidade. Há muito tempo existem opções de programas que criam máquinas virtuais, e muitas vezes as usamos e nem percebemos. Quem usa o Mac OS X Leopard conta basicamente com duas opções bem conhecidas. A primeira é o VMware Fusion e a outra é o Parallels. Ambas são pagas (a primeira custa US$79,99 [a partir] e a segunda, US$79,99).

Para quem busca uma solução menos parruda e grátis, a Sun oferece o xVM VirtualBox. A instalação no Mac OS X só não é mais simples porque usa um instalador, e não o trivial drag’n’drop. Mas nada mais que alguns cliques em avançar e um em aceitar quando a licença é exibida. Como estamos falando de software para Mac (ele também existe para Windows e Linux) não preciso comentar sobre a licença.

Depois disso, basta abrir o programa e criar uma máquina virtual. Os passos são simples e as telas são exibidas em português, com várias instruções. Após criada a máquina virtual o próximo passo é iniciá-la. O procedimento simula um boot na sua máquina virtual, então se iniciarmos a máquina com um cd do Windows, este irá iniciar o processo de instalação. Instalação completamente normal por sinal.

Agora vou contar minhas experiências com o programa. Um breve resumo do meu hardware: Intel Core2Duo T8100 (2,1GHz), 1GB DDR2, encapsulados em um MacBook White.

Windows Vista

A instalação do Vista correu normalmente, foram dedicados 40GB de HD para o sistema, e 512MB de memória. Resultado: máquina real e virtual lentas. O Mac ficou inutilizável, e o Vista ficou com um delay terrível. A experiência não foi boa, e não chegou ao segundo dia. Talvez para computadores mais parrudos, com melhores recursos de memória e vídeo, a experiência possa ser mais bem sucedida. Para mim, não.

Windows XP

No Windows XP também ocorreu sem sobressaltos. Talvez pelas tantas vezes que já tive que repetir a rotina, e também pela eficiência do programa. Dessa vez, dediquei um pouco menos de RAM (398MB) e menos espaço em disco (31GB). O resultado foi maravilhoso. Windows e Mac rodando juntos, sem sobressaltos. É possível colocar a máquina virtual em um space e continuar usando os outros. Testei rodar a máquina virtual com o XP, o Safari, o LittleSnapper e o Adium ao mesmo tempo, e não tive problemas. Abaixo uma imagem do Windows rodando na máquina virtual:

Windows rodando sob o Mac OS X

Windows rodando na máquina virtual

Agora vou aos motivos que me levaram a instalar uma máquina virtual no Mac. Posso dizer que estou quase completamente feliz com o Mac OS X. Não digo adaptado, pois um usuário adaptado não é o mesmo que um feliz. O adaptado consegue usar um programa (ou ferramenta), mas não vê a hora de terminar o que tem que fazer e voltar para um ambiente que se sinta feliz. O Windows funciona muito bem, eu o utilizo por mais de 6 horas por dia, mas para trabalhar. Em casa sou feliz no Mac, onde as coisas simplesmente funcionam (e bem). Pode parecer bobagem essa história do just works, mas se você geralmente não tem tempo (ou conhecimento técnico, ou paciência) para ficar buscando em fóruns as soluções para fazer aquele driver funcionar, ou então conseguir descobrir aquela linha de comando para fazer algo funcionar, verá que que usar Mac é focar apenas no que se quer fazer, e o sistema cuida do resto.

Mas nem tudo são nuvens, pois alguns programas essenciais ou não existem para o Mac ou não possuem todas as funcionalidades da versão para Windows (o inverso também existe!). Um que não existe no sistema da maçã é o Windows Live Writer (que estou utilizando para escrever este post). Ele é um ótimo exemplo de programa da Microsoft que é amado e invejado por quem usa outros sistemas operacionais. Simplesmente fantástico. O que funciona parcialmente é o Excel. Na versão para Mac, não é possível trabalhar com macros, VBA e nem tabelas dinâmicas. Tudo o que eu mais uso para trabalhar.

Por isso que eu instalei Windows XP, apenas por causa desses dois programinhas. Quando tiver que usar o Excel ou escrever um post poderei fazê-los sem ter que deixar de usar o Mac. E assim que terminar, basta encerrar o programa e o campo de distorção da realidade volta a funcionar com toda carga. ;)

Configurando a rede

Configurar a rede no VirtualBox é relativamente simples (exceto se você usa um modem 3G). Você pode utilizar a placa de rede com fios (ethernet) ou a placa wireless AirPort. Para isso, você deve estar com a máquina virtual desligada. Depois, clique em configurações e navegue até a seção de rede. Aí é só escolher um modelo de placa de rede, selecionar a opção “Placa em modo Bridge” em “Conectado a” e depois escolha placa de rede que você quer compartilhar em “Conectado a”. Veja uma imagem da configuração da placa ethernet:

config_network_virtualbox

Por que não BootCamp?

Para quem quer rodar jogos, ou utilizar programas mais pesados ou quer usar todos os recursos disponíveis no sistema (vídeo, memória, etc…) a instalação do Windows via BootCamp ainda é a melhor opção. Minha experiência com o Windows Vista foi muito boa (tirando o relógio do Mac atrasar toda vez que eu voltava do Windows). Mas para simplesmente usar 2 programas e depois voltar a para as outras atividades não é viável ter que desligar o computador, religá-lo  usando o Windows, e depois desligá-lo e voltar para o Mac. Os programas e documentos abertos terão que ser fechados e o foco se perde, geralmente. Para mim, usar a máquina virtual tem sido uma experiência muito produtiva, e me deixou um usuário Mac ainda mais feliz.

PS: Vale lembrar que apesar de virtual, as licenças do Windows e dos demais programas têm que ser genuínas, como em qualquer instalação em máquinas não-virtuais.

[ATUALIZAÇÃO] – Compartilhar Pastas

Recebi algumas dúvidas a respeito de como compartilhar pastas entre o VirtualBox e o Mac OS X. Apesar de não usar mais o VBox, resolvi pesquisar um pouco, e é bastante simples:

1. Instalar os “Guest Additions”: Clique em Devices e depois clique em “Install Guest Additions”:


Imagem: Fórum VirtualBox

2. Vá nas configurações da máquina virtual e vá até a seção “Shared Folders”. Clique no botão de adicionar e escolha uma pasta. ATENÇÃO: Tente usar um nome simples para a pasta compartilhada, sem espaços e sem caracteres especiais.

Só isso! Caso as coisas não apareçam exatamente da forma como eu descrevi, peço que me digam, pois como eu disse não uso mais o VBox, e fiz essa atualização segundo as dicas de um tópico do fórum do desenvolvedor, se quiser vê-lo, clique aqui. Espero ter ajudado!

O dia em que a rede parou…

network

Ontem pude ver o perigo que é viver em um mundo conectado. Eu trabalho em uma das maiores empresas do país, e o seu ramo de atuação é justamente o de prover acesso às pessoas com o mundo interconectado. Como estamos durante um dos períodos mais importantes da empresa, o setor onde trabalho vira um verdadeiro caldeirão, prestes a explodir a qualquer momento. Mas ontem, a rede interna resolveu parar. Misteriosamente! Então, o que fazer? Esperar… Um andar inteiro esperando a rede voltar para trabalhar.

Demorou 2 horas até a rede voltar a funcionar direito, mas isso foi suficiente para atrasar o serviço de todos. Agora imagine, caso a “Nuvem” realmente se torne uma realidade. Já vivemos em um mundo completamente dependente de redes que nos conectem, mas ainda conseguimos trabalhar offline na maioria das vezes. Podemos fazer edição de imagens, usar um editor de textos, uma planilha, fazer uma apresentação, escrever emails. Mas caso a Cloud Computing se torne realidade da forma como está sendo pensada, bastará uma queda no serviço de Internet e todos ficarão a ver navios. Quem não se lembra do dia em que a Telefônica entrou em pane em São Paulo?

Eu particularmente não trocaria meu sistema operacional porum WebOS, nem meu editor de textos e o de planilhas por nenhum online. Os serviços da nuvem, a meu ver, devem complementar a experiência offline, e não substituí-la. Aplicativos online devem existir para serem usados quando o usuário não dispõe de sua máquina no momento, mas que tudo que se produzir fora dela seja sincronizado mais tarde. Dessa forma teremos um ambiente seguro para poder confiar em uma tecnologia que tem tanto potencial.

Foto: cc_icon_attribution_small vaxomatic

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