Senador Efraim Morais tenta explicar contrato com o Paraiba.com.br
Jul 28th
A Agência Senado divulgou nota do Senador Efraim Morais onde o parlamentar explica o contrato com o site Paraiba.com.br. Na nota o Senador esclarece que o valor mensal da prestação do serviço é de R$ 4.000,00, e que anualmente o valor é de R$48.000,00. Ele afirma também que os serviços prestados pelo site não se restringem à exibição de um banner 120×60px. Também estão inclusas “a divulgação de matérias de interesse regional e nacional, chamadas na primeira página do site contratado e comprovação do número de cliques registrados pelo link do Senado no site do prestador de serviços.”
Para quem não se lembra, a blogosfera brasileira esteve em polvorosa nas últimas semanas por conta de um contrato do Senado Federal com o site Paraiba.com.br. Blogs como o Contraditorium, Meio Bit e até aqui foi feito um post sobre o assunto.
Porém isso não explica o contrato com o site WSCOM.com.br, também da Paraíba. Por que 2 sites do mesmo estado têm contratos de divulgação com o Senado Federal? Também não foi esclarecida a razão da inexigibilidade do processo licitatório conforme prevê a Lei 8.112:
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:
[...]
II – para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza
singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;
É exatamente DIVULGAÇÃO o que o site Paraiba.com.br faz para o Senado Federal. Com esse atropelo legal, por 4 ou 48 mil por mês o contrato continua viciado. Como sempre, ainda há muito a explicar, e acredito que às explicações devidas não cabe uma simples nota.
Visit Nyc
Feb 18th
Brasília anda com os espaços publicitários de suas paradas de ônibus lotadas de propagandas que falam que “isto é que é arte”, “isto é que é gastronomia”, etc. E todas falam sobre New york. Abaixo segue um dos cartazes:
É no mínimo curioso ver uma cidade dos Estados Unidos fazendo propagandas e chamando turistas de um país latino para que conheçam suas avenidas. Logo os latinos, que segundo eles roubam seus empregos e são caçados como coelhos em estação de caça.
Resolvi entrar no site que aparece no cartaz: http://www.nycvisit.com e logo vi algo que me pareceu bastante correto: a opção de visualizar o site em português. Afinal, pra que eles fariam uma propaganda no Brasil se as pessoas não conseguem ver a única coisa que o site mostra para maiores informações (o site). Mostra apenas a parte de roteiros, coisas pra fazer, e facilidades para a viagem. São coisas do tipo revista de viagem, e não vi nada que se refira à documentação necessária para se conseguir o visa.
Como já citei anteriormente, os EUA andam barrando todo mundo que tente adentrar seu [ironia] maravilhoso [/ironia] território, assim como vários outros países europeus. Não é raro ver no Fantástico pessoas sendo deportadas desses países por motivos cada vez mais fúteis e descabidos. Depois dos atentados terroristas então a coisa ficou ainda mais difícil. Além de provar que você não vai ficar no país deles e roubar os empregos de seus filhos, agora você tem que provar que não vai jogar o avião no parlamento ou explodir um trem.
Mas ao que parece, New York anda atrás de turistas. Depois dos atentados de 11 de Setembro, as viagens turísticas a essa cidade caíram bastante, e turista – venha de onde ele venha – gasta em dólar, e muito. E com as restrições para entrar nos EUA eles devem ter sentido ainda mais falta dos dólares dos visitantes. E pelo que pude ver no site, eles estão fazendo uma campanha mundial para tentar levantar o turismo, pois existem 10 línguas para se escolher a visualização do site.
Quem sabe, se um dia os países “de 1º mundo” caiam na real e percebam que todas as pessoas desse planeta tem direito de conhecer outras culturas, outros lugares, e que todo o ódio que alguns sentem por eles seja alimentado por eles mesmos, da mesma forma que o Brasil vem sendo tachado de imperialista na América do Sul. Quem sabe com um pouco de política de boa vizinhança, princípio da reciprocidade e responsabilidade social o mundo possa ser globalizado para a humanidade, não apenas para os dólares e euros que circulam pelas bolsas de valores e para os bits e bytes da internet.
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