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Brasília não é o Congresso Nacional


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Segundo estimativas do IBGE, o Distrito Federal possui aproximadamente 2,5 milhões de habitantes. Dentre esses, temos 81 Senadores da República e 513 Deputados Federais, além do Presidente da República, seus Ministros, assessores, membros do Judiciário, e muitas pessoas que fazem a máquina pública funcionar. A imprensa tenta com relativo sucesso mostrar que isso é Brasília, mas de fato não é!

Não se pode classificar toda uma cidade tomando apenas um ínfimo pedaço de terra. É certo que as mais importantes decisões políticas do país são tomadas aqui, mas ultimamente o povo brasiliense vem sendo igualado com extrema injustiça àqueles políticos corruptos que agem em favor de seus próprios bolsos e contra a nação. Quem mora em Brasília não tem culpa se os larápios de outros Estados desembarcam aqui, por força do voto popular de quem fala depois que o “ar de Brasília cheira a corrupção”. Ora, de todos os Deputados e Senadores, apenas 11 foram eleitos aqui. E os outros 583? Foram importados.

Além do mais, aonde fica os outros 2,5 milhões de pessoas, que acordam cedo, pegam um ônibus super lotado para poder chegar ao trabalho de onde tiram o dinheiro para pagar as contas no final do mês? Que lutam diariamente para sair do cheque especial, pagar o colégio dos filhos, a comida. Como fica quem precisa ir a um hospital e encontra um verdadeiro  inferno? Essas pessoas, ao contrário do que muita gente imagina, não conhece o Presidente, nem toma chá das 5 com Deputados ou Ministros. Não jogam a famosa pelada da Granja do Torto, nem vão visitar o Palácio da Alvorada nos fins de semana.

Talvez o lugar da Esplanada que mais seja parecido com o que realmente é o DF é a rodoviária, no começo da noite. Lá se vê as pessoas exaustas, esperando outro ônibus lotado para poder chegar em casa depois de uma hora e meia de viagem. Me desculpem pelo desabafo, mas é nojento ver na tv o tempo inteiro repórteres do eixo Rio-São Paulo esteriotipando o povo brasiliense, como se todos aqui fossem culpados pelo fracasso que é a escolha popular de seus representantes.

O problema do Linux para o usuário intermediário

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Sou um desses usuários intermediários de computadores. O único curso que fiz foi um de “Operador de Micro” há nove anos. Eu era um pirralho e mesmo assim já sabia fazer tudo o que “ensinavam” nos cursos. Sempre fui bastante curioso e auto-didata para tecnologia. Mesmo antes da internet se tornar essa rede mundial de cooperação e compartilhamento pessoal de informações. Muito antes do boom dos blogs, wikis e fóruns.

Também nunca dependi de saber programar em nenhuma linguagem para ganhar uns trocados fazendo arte-final no CorelDraw de vez em quando. Um dia conheci o Kurumin Linux. Simplesmente adorei aquele pinguim que vestia uma camisa com a bandeira do Brasil. Ele tinha OpenOffice, tinha os scripts para facilitar muita coisa, era LiveCD, mas eu ainda precisava do Windows e seus programas. Então, usava Windows e no tempo livre me aventurava pelo Linux. Até tentei usar ele em casa, mas ele simplesmente não se entendia com meu modem Agere. E ficar sem internet não dá né?

Aí sempre usei o Kurumin regularmente, simplesmente para poder mexer nele, fuçar o sistema. Depois veio o Ubuntu, com sua proposta de simplicidade e me agradou muito. Fiz propaganda dele e tudo. Usava muito ele, principalmente quando eu podia usar em um computador com banda larga normal, ligada através da Ethernet. Porém continuei tendo problemas para fazer  ele funcionar em harmonia com meu modem Huawei da Tim.

E é aí que aparece o problema do Linux. Você sempre fica dependente de saber fazer as coisas funcionar na unha. Ou você tem o programa que é oferecido nos gerenciadores de pacotes, ou então vai ter que se virar para fazer funcionar. Ou então você vai ter que ficar compilando o programa. Se for pedir ajuda em um fórum, ainda corre o risco de dizerem que a sua distribuição não presta e que a que ele usa é a melhor. Ou então Levitra buy cheap de virem com uma “ajudinha” na forma de 50 linhas de código.

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