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1,99% de deflação em julho, pelo menos no mundo virtual

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Você está cansado(a) de ouvir falar em inflação todas as vezes que vai assistir jornal da televisão? Já está de saco cheio de ver gente mandando pesquisar preços antes de comprar, não fazer compras parceladas e gente falando no fantasma da inflação que vai devorar o seu salário?

Pois saiba que existe um universo paralelo chamado Internet, onde foi registrada uma deflação de 1,99% no mês de julho. Nesse reino, as lojas ficam à distância de alguns cliques umas das outras e não tem vendedor querendo te enfiar uma gravata marrom com bolinhas verdes quando você compra uma raquete de tênis.

O índice foi medido pela FIA (Fundação Instituto de Administração) em seu índice e-Flation (criativo, não?). Percebeus-se porém que os preços de CDs e DVDs sofreram alta no período. Parace que o pessoal das gravadoras não toma jeito mesmo.

Não é novidade nenhuma que as lojas virtuais fazem muito mais promoções que as lojas convencionais, físicas. E elas se aproveitam das datas especiais para atrair ainda mais o consumidor com preços abaixo do mercado tradicional, parcelamento em várias parcelas, grande variedade de itens e o conforto de comprar em casa. Além disso o cliente pode fazer grandes pesquisas de preços sem ter que gastar um tanque de combustível e procurar vagas para estacionar.

pc: a solução para a educação?

Em uma pesquisa realizada por pesquisadores dos Institutos de Filosofia e Ciências Humanas, Computação, Engenharia Mecânica e pela Faculdade de Engenharia da Computação da Unicamp, mostra-se que o resultado de alunos que usam sempre o computador para realizar suas tarefas escolares nem sempre é superior àqueles que nunca usam as máquinas. De fato, aqueles que nunca usam o computador tem rendimento geralmente superior em várias disciplinas em relação àqueles que usam freqüentemente ou sempre o pc. Em sua conclusão os autores afirmam: “Hoje a ideologia dominante é claramente favorável ao maior uso de computadores nas escolas e nos lares. Assim, quando se apresentam resultados que vão contra posições dominantes, é de se esperar uma avaliação muito mais política do que científica dos mesmos.”

Isso evidencia sua posição contrária à idéia que vem se difundindo em nível global sobre a adoção de computadores portáteis, como o XO da OLPC ou o ClassmatePC da Intel, para crianças em fase escolar, principalmente aquelas que vivem em países em desenvolvimento. O Brasil iniciou uma licitação para a compra desses computadores, mas ela foi abortada pois não foi conseguido o valor esperado para as máquinas.

O autor sugere ainda que ao se criar esse fenômeno de inclusão digital, pode-se criar sem perceber um aumento na exclusão educacional, pois os alunos podem perder em qualidade de ensino. Realmente é de pensar ser realmente o método “Ctrl+C” “Ctrl+V” que se vê por aí como a solução mágica para se fazer trabalhos escolares contribui para alguma coisa, ou se os educadores Propecia buy terão de aperfeiçoar a forma como seus alunos lidam com a tecnologia para estudar.

Creio que ainda devem ser feitas mais pesquisas independentes, para realmente comprovar ou não a eficácia do uso dos notebooks educacionais nas escolas, ou se esses computadores não passam de pura exploração comercial de um nicho de mercado que pode se tornar altamente lucrativo.

Site da pesquisa: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302007000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=ptt