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Download de Vídeos do Youtube Direto do Safari

Essa dica é muito boa para quem gosta de baixar os vídeos favoritos do Youtube, além de vários outros sites que distribuem vídeos pela Internet. Através do navegador Safari, da Apple, é possível fazer o download dos vídeos sem ter que entrar em nenhum outro site, ou ter que executar nenhum script para isso. A dica vale tanto para quem usa Mac OS X quanto Windows XP ou Vista.

O procedimento é tão simples que ele é composto por apenas 3 passos:

1. Acesse a página do vídeo;
2. Abra a janela de Atividade (Activity) do Safari. Aqui vem a diferença do Mac para o Windows: no mac, vá em Janela (Window) –> Atividade (Activity). No Windows essa opção não é exibida, mas a janela pode ser aberta pressionando as teclas Ctrl + Alt + A simultâneamente.
3. Na janela de Atividade, em quase 100% das vezes o vídeo será o maior arquivo. Dê 2 cliques sobre ele, e o download começará, à sua maneira em cada sistema operacional.

    video_normal
    Mais simples, impossível.

    Depois de feito o download, você pode ver o vídeo no seu player favorito, como o Quicktime, por exemplo. Pode ainda converter o vídeo para o formato que desejar. Utilizando este método, é possível fazer o download de todos os vídeos do site, os normais (em .flv), os em high-quality [HQ] (em .mp4) e os em high-definition [HD] (em .mp4).

    Windows no Mac OS X, usando VirtualBox [Atualizado]

    Rodar um sistema operacional dentro de outro não é novidade. Há muito tempo existem opções de programas que criam máquinas virtuais, e muitas vezes as usamos e nem percebemos. Quem usa o Mac OS X Leopard conta basicamente com duas opções bem conhecidas. A primeira é o VMware Fusion e a outra é o Parallels. Ambas são pagas (a primeira custa US$79,99 [a partir] e a segunda, US$79,99).

    Para quem busca uma solução menos parruda e grátis, a Sun oferece o xVM VirtualBox. A instalação no Mac OS X só não é mais simples porque usa um instalador, e não o trivial drag’n’drop. Mas nada mais que alguns cliques em avançar e um em aceitar quando a licença é exibida. Como estamos falando de software para Mac (ele também existe para Windows e Linux) não preciso comentar sobre a licença.

    Depois disso, basta abrir o programa e criar uma máquina virtual. Os passos são simples e as telas são exibidas em português, com várias instruções. Após criada a máquina virtual o próximo passo é iniciá-la. O procedimento simula um boot na sua máquina virtual, então se iniciarmos a máquina com um cd do Windows, este irá iniciar o processo de instalação. Instalação completamente normal por sinal.

    Agora vou contar minhas experiências com o programa. Um breve resumo do meu hardware: Intel Core2Duo T8100 (2,1GHz), 1GB DDR2, encapsulados em um MacBook White.

    Windows Vista

    A instalação do Vista correu normalmente, foram dedicados 40GB de HD para o sistema, e 512MB de memória. Resultado: máquina real e virtual lentas. O Mac ficou inutilizável, e o Vista ficou com um delay terrível. A experiência não foi boa, e não chegou ao segundo dia. Talvez para computadores mais parrudos, com melhores recursos de memória e vídeo, a experiência possa ser mais bem sucedida. Para mim, não.

    Windows XP

    No Windows XP também ocorreu sem sobressaltos. Talvez pelas tantas vezes que já tive que repetir a rotina, e também pela eficiência do programa. Dessa vez, dediquei um pouco menos de RAM (398MB) e menos espaço em disco (31GB). O resultado foi maravilhoso. Windows e Mac rodando juntos, sem sobressaltos. É possível colocar a máquina virtual em um space e continuar usando os outros. Testei rodar a máquina virtual com o XP, o Safari, o LittleSnapper e o Adium ao mesmo tempo, e não tive problemas. Abaixo uma imagem do Windows rodando na máquina virtual:

    Windows rodando sob o Mac OS X

    Windows rodando na máquina virtual

    Agora vou aos motivos que me levaram a instalar uma máquina virtual no Mac. Posso dizer que estou quase completamente feliz com o Mac OS X. Não digo adaptado, pois um usuário adaptado não é o mesmo que um feliz. O adaptado consegue usar um programa (ou ferramenta), mas não vê a hora de terminar o que tem que fazer e voltar para um ambiente que se sinta feliz. O Windows funciona muito bem, eu o utilizo por mais de 6 horas por dia, mas para trabalhar. Em casa sou feliz no Mac, onde as coisas simplesmente funcionam (e bem). Pode parecer bobagem essa história do just works, mas se você geralmente não tem tempo (ou conhecimento técnico, ou paciência) para ficar buscando em fóruns as soluções para fazer aquele driver funcionar, ou então conseguir descobrir aquela linha de comando para fazer algo funcionar, verá que que usar Mac é focar apenas no que se quer fazer, e o sistema cuida do resto.

    Mas nem tudo são nuvens, pois alguns programas essenciais ou não existem para o Mac ou não possuem todas as funcionalidades da versão para Windows (o inverso também existe!). Um que não existe no sistema da maçã é o Windows Live Writer (que estou utilizando para escrever este post). Ele é um ótimo exemplo de programa da Microsoft que é amado e invejado por quem usa outros sistemas operacionais. Simplesmente fantástico. O que funciona parcialmente é o Excel. Na versão para Mac, não é possível trabalhar com macros, VBA e nem tabelas dinâmicas. Tudo o que eu mais uso para trabalhar.

    Por isso que eu instalei Windows XP, apenas por causa desses dois programinhas. Quando tiver que usar o Excel ou escrever um post poderei fazê-los sem ter que deixar de usar o Mac. E assim que terminar, basta encerrar o programa e o campo de distorção da realidade volta a funcionar com toda carga. ;)

    Configurando a rede

    Configurar a rede no VirtualBox é relativamente simples (exceto se você usa um modem 3G). Você pode utilizar a placa de rede com fios (ethernet) ou a placa wireless AirPort. Para isso, você deve estar com a máquina virtual desligada. Depois, clique em configurações e navegue até a seção de rede. Aí é só escolher um modelo de placa de rede, selecionar a opção “Placa em modo Bridge” em “Conectado a” e depois escolha placa de rede que você quer compartilhar em “Conectado a”. Veja uma imagem da configuração da placa ethernet:

    config_network_virtualbox

    Por que não BootCamp?

    Para quem quer rodar jogos, ou utilizar programas mais pesados ou quer usar todos os recursos disponíveis no sistema (vídeo, memória, etc…) a instalação do Windows via BootCamp ainda é a melhor opção. Minha experiência com o Windows Vista foi muito boa (tirando o relógio do Mac atrasar toda vez que eu voltava do Windows). Mas para simplesmente usar 2 programas e depois voltar a para as outras atividades não é viável ter que desligar o computador, religá-lo  usando o Windows, e depois desligá-lo e voltar para o Mac. Os programas e documentos abertos terão que ser fechados e o foco se perde, geralmente. Para mim, usar a máquina virtual tem sido uma experiência muito produtiva, e me deixou um usuário Mac ainda mais feliz.

    PS: Vale lembrar que apesar de virtual, as licenças do Windows e dos demais programas têm que ser genuínas, como em qualquer instalação em máquinas não-virtuais.

    [ATUALIZAÇÃO] – Compartilhar Pastas

    Recebi algumas dúvidas a respeito de como compartilhar pastas entre o VirtualBox e o Mac OS X. Apesar de não usar mais o VBox, resolvi pesquisar um pouco, e é bastante simples:

    1. Instalar os “Guest Additions”: Clique em Devices e depois clique em “Install Guest Additions”:


    Imagem: Fórum VirtualBox

    2. Vá nas configurações da máquina virtual e vá até a seção “Shared Folders”. Clique no botão de adicionar e escolha uma pasta. ATENÇÃO: Tente usar um nome simples para a pasta compartilhada, sem espaços e sem caracteres especiais.

    Só isso! Caso as coisas não apareçam exatamente da forma como eu descrevi, peço que me digam, pois como eu disse não uso mais o VBox, e fiz essa atualização segundo as dicas de um tópico do fórum do desenvolvedor, se quiser vê-lo, clique aqui. Espero ter ajudado!

    Fanáticos 2.0

    greece_riots_2008

    Durante a Idade Média, várias pessoas eram condenadas a morrerem em fogueiras, por causa das idéias que defendiam. Hoje em dia não existem mais fogueiras, mas nos fóruns sobre tecnologia que acompanho vejo um misto de rancor com ódio e fanatismo entre os usuários de alguns programas. E isso vem ficando cada vez mais agudos de uns tempos para cá.

    Hoje, por exemplo, acabei de ler um tópico sobre uma pesquisa que apontava quais são os programas mais vulneráveis, entre os mais utilizados pelo público. Não vou entrar no mérito da confiabilidade da pesquisa ou sobre seus resultados. O fato, é que apareceram comentários como esse: “Cara, até o mais retardado dos mactards tem uma linha de argumentação menos infantil que você.”. E vejam que isso não é dos mais ofensivos que eu já ví. O “mactard” veio por causa da insígnia (símbolo) da Apple que aparece junto ao apelido do outro usuário.

    Ora, só porque alguém usa o sistema operacional X, Y ou Z ele deve ser considerado retardado, degenerado, burro, idiota ou gay? Claro que não. É apenas um programa de computador que uma pessoa escolheu utilizar. Assim como pessoas escolhem carros para comprar por causa de determinadas características.

    Mas para piorar ainda mais as coisas, esse fanatismo todo por causa de um software não se restringe ao sistema operacional. No Meio Bit, há verdadeiras digladiações por causa do navegador de internet que cada um usa, com debates acalourados de que o navegador tal consegue 100% no Acid Test 3, ou que ele consegue abrir determinada página 0,001 segundo mais rápido que os outros. E pasmem: há fanatismo até com o serviço de mensagem instantânea que o sujeito utiliza.

    Vamos lá pessoal, um pouco mais de maturidade vai muito bem. Se você gosta do Google, da Microsoft, da Apple; se você usa Linux, Windows, Mac ou até OS/2 e está satisfeito com seu software, deixe que as outras pessoas também façam suas escolhas e se satisfçam digitalmente.

    An Open World is free. Free as a choice, not free as a price.

    Imagem: murplej@ne