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“Eu podia tá matando, eu podia tá roubando…”

Quem nunca ouviu essa frase? Caso exista, deve ser um caso raro. É extremamente comum estar em um ônibus e entrar uma pessoa e começar: ”Senhores passageiros, eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas eu tô aqui, pedindo a sua colaboração.” Claro que existem pessoas que pedem por necessidade, e fariam de tudo para não ter que se humilhar todos os dias para conseguir o de comer. Mas também existem centenas de picaretas, que usam da intimidação para tentar ganhar dinheiro fácil com o suor dos outros.

Vejam bem como é um caso culturalmente importante: quem usa essa oratória pensa, ainda que no subconsciente que pode ameaçar outras pessoas pois nada irá acontecer. O sentimento de impunidade que impera no nosso país faz com que pessoas ameacem outras de morte, faz com que tenhamos que pagar flanelinhas todas as vezes que estacionamos em um estacionamento público por medo que risquem nossos carros. É o sentimento de impunidade que faz com que pessoas sejam espancadas dentro de casa, pois os agressores sabem que irão pagar penas alternativas, se chegarem a ser condenados.

É esse sentimento de impunidade que leva políticos a corromper e ser corrompidos, pois sabem que existe uma lei falha que os protege. E que têm a cara de pau de aparecer depois do turbilhão e pedir o seu voto. E serem eleitos depois, pelo mesmo povo que assiste seus direitos a saúde, educação, segurança, emprego e lazer serem esmagados a uma queima de fogos no ano novo e pão e leite no café da manhã.

Durante as aulas de história no ensino médio, um fato que me mostra claramente o poder que o povo tem é a Marcha sobre Roma, em que os italianos conseguiram substituir um regime de governo por pura pressão popular. Aqui no Brasil nos orgulhamos de colocar 80 mil pessoas no Maracanã num domingo, mas enquanto isso não conseguimos organizar uma simples passeata para protestar os 80 mil reais que um Deputado Distrital recebe de verba de gabinete. Talvez falte um líder, um Ghandi tupiniquim para poder abrir os olhos desse povo.

Foto: Jonas B

Imprensa responsável? Não mesmo!

O caso Eloá expôs uma face amadora e completamente irresponsável da imprensa brasileira. O Terra Magazine fez uma entrevista com Rodrigo Pimentel, ex-comandante do BOPE em que ele afirma que a postura da mídia chega a ser criminosa. É absolutamente absurdo um seqüestrador, em pleno seqüestro, ser entrevistado por emissoras de televisão. Na entrevista, se afirma que o capitão que conduzia as negociações teve dificuldades para entrar em contato com Lindemberg e não conseguiu, pois a Sônia Abrão estava tentando falar com ele. Jornalista e apresentador agora fazem “Negociação de Seqüestros” na faculdade? Na entrevista, Pimentel cita um seqüestro em Nova Iorque, em 1972, em que houve o retorno de um refém ao cativeiro, e a imprensa falava o tempo todo com os seqüestradores.

Hoje de manhã, a Ana Maria Braga telefonou para a Nayara, que estava no interior de São Paulo, provavelmente tentando fugir do assédio da imprensa e querendo descansar um pouco e se desligar do terror que ela viveu. Foi um verdadeiro interrogatório, de cerca de 25 minutos, em que a apresentadora perguntou detalhes sobre o seqüestro, o dia-a-dia no cativeiro, os tiros, a invasão, as conversas com a amiga. Tudo isso por um pouco mais de audiência.

Por isso que sou sim a favor de leis que chamem a Imprensa à responsabilidade de seus atos. Talvez, sem a interferência dos repórteres da RedeTV!, Globo e Record as negociações pudessem ter avançado de uma forma diferente, e o final da história poderia ter sido diferente. A imprensa sabia o que estava fazendo e mesmo assim agiu de forma inteiramente irresponsável por alguns pontos a mais de IBOPE.

Devo também dar meus parabéns ao Datena, a quem já critiquei aqui por sua postura como formador de opinião. Em seu programa, durante o seqüestro ele falou: “Jornalista não é negociador.” E preferiu não entrevistar o bandido, mesmo tendo o número de telefone. Foi muito ética a postura dele, e mudou completamente a forma como eu o vejo como jornalista. Agora só falta ele aprender mais um pouco sobre internet.

Foto: Ernst Moeksis

Até onde vale a pena negociar?

bala_vidro

Com o caso do seqüestro de Santo André ficou uma pergunta que provavelmente muita gente se faz nessas horas: seria melhor a polícia ter matado o seqüestrador logo ou manter as negociações foi a atitude mais correta? Do ponto de vista dos órgãos oficiais, fica claro que a manutenção das negociações tendo em vista tentar salvar as vidas das pessoas envolvidas, incluindo o próprio seqüestrados é a escolha mais políticamente correta. Mas e do ponto de vista do saldo final da tragédia? Quem deveria ter morrido? A jovem que por fim veio ao óbito, ou o seu seqüestrador?

E não adianta dizer que ele era um rapaz que nunca apresentou nenhum desequilíbrio, que ele era querido por toda a vizinhança, ou que ele tinha 2 empregos. O que importa é o que ele estava fazendo: mantendo duas pessoas sob a mira de uma arma. E ainda atirando para fora da janela, assumindo o risco de atingir pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com suas frustrações. Ele estava completamente deseqüilibrado, e isso ficou evidente durante as negociações. Então como negociar com uma pessoa naquelas condições?

Ao que me parece, as regras que definem como tratar criminosos só têm servido para proteger as pessoas erradas, enquanto famílias vêm perdendo seus entes queridos para a violência impune desse país. Qual vai ser o destino deste rapaz? Provavelmente será condenado, mas com certeza absoluta não cumprirá toda a pena, pois existem mecanismos diversos para atenuar penas criminais. Enquanto isso a família da jovem morta cumprirá a eterna pena do vazio que ela deixou. Por isso eu acredito que ele deveria ter sido abatido logo nos primeiros sinais de falhas nas negociações.

Foto: markeff66

 

Technorati Marcas: ,,,

A Saga para Blogar no Mac

Como eu disse no post anterior, eu passei a utilizar o Mac OS X como sistema operacional padrão. O sistema é maravilhoso, estou me adaptando cada vez melhor e mais rápido, mas uma coisa ainda me deixava incomodado: a falta de um software para que eu pudesse blogar de forma mais intuitiva. O Windows Live Writer é o campeão para Windows, e é completamente grátis. Mas para Mac não existe uma solução tão boa, seja em recursos ou em custo-benefício. Para Linux também não existe uma solução que se aproxime o WLW, mesmo com todo o apoio da comunidade.

Para este post estou usando o Qumana, depois de tentar usar o ScribeFire, sem sucesso. Ainda assim sinto que não vou encontrar nenhuma solução melhor que o Windows Live Writer, o que é uma pena, pois apesar de instalar o Windows pelo BootCamp ser uma tarefa super tranqüila (sobre isso eu falo depois), gostaria de poder fazer tudo pelo OS X. Usar o painel do WordPress também continua sofrível, apesar das melhorias implementadas.

Então segue a saga. Se alguém conhecer uma boa opção, de preferência grátis, ficarei muito agradecido se for avisado.

Foto: r3v || cls

Agora eu blogo num MacBook

Pessoal

October 15, 2008

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Existem alguns produtos trazem grande satisfação aos seus donos. Entre eles, pode ter certeza que se inclui o MacBook. Desde que o meu chegou, segunda-feira venho usando, aprendendo e me encantando com o MacBook e com o Mac OS X Leopard. Ainda estou me acostumando, descobrindo novos programas, configurando algumas coisinhas e assim que tiver mais um pouco de experiência passarei a postar também sobre Mac. Mas eu não deixarei de dar minhas pequenas sobre programas ou serviços para Windows, afinal o BootCamp existe para ambos sistemas operacionais coexistirem pacificamente.

Foto: drumecho

Brasil 3 x 0 Brasile

brasil_futsal

Na verdade, o jogo foi Brasil x Itália pela Copa do Mundo de Futsal, mas no time italiano jogam 14 brasileiros naturalizados italianos. Então foi quase um Brasil A contra Brasil B, que víamos nos jogos de futebol mais antigos. O jogo em sí foi tenso no primeiro tempo, apesar da primeira etapa ter terminado com o placar de 2×0 para os brasileiros de amarelo. Na saída para o intervalo, logo na entrada do túnel que leva para os vestiários, houve um princípio de confusão, um empurra-empurra, que logo foi contido pelos seguranças. De saldo, o Brasil e Itália começaram a segunda etapa sem um jogador cada, pois Betão e Márcio Forte foram expulsos.

No segundo tempo, o jogo ficou mais morno, com a Itália tentando ir para cima sem muito sucesso e o Brasil administrando a vantagem, e até fazendo mais um gol, depois de uma jogada de Falcão e rebote de Ari. Depois disso, Falcão fez o seu show como era de se esperar, levando a torcida a se animar mais um pouco.

Depois de assistir o jogo Brasil x Rússia aqui em Brasília, pude perceber que ver jogos de futsal é bem mais legal na TV, pois ao contrário do futebol de campo, a torcida não empurra o time, não canta hino nem grito de guerra, apenas reage aos bons lances dos jogadores em quadra. Da próxima vez que eu comprar um ingresso de jogo de futebol, vai ser de futebol de campo.

Foto: cc_icon_attribution_small lastsham

PS: Eu tentei conseguir uma autorização da FIFA hoje de manhã para colocar uma imagem do jogo no post, mas não consegui. Então recorri ao Flickr.

Menoridade = Impunidade

impunidade

No Brasil existe uma cultura de que se deve proteger os grupos sociais que são considerados mais frágeis de uma forma extremamente exagerada. Vemos isso com os índios, em que muitos deles já estão totalmente aculturados mas continuam tutelados pelo Estado, e por isso podem sair por aí dando peixeiradas nos funcionários da FUNAI. Mas hoje não vou falar de índios, mas de crianças e adolescentes, que têm menos de 18 anos.

O Estatuto da Criança e do Adolescente sem dúvidas implementou de forma sólida várias proteções às crianças e adolescentes que ainda estavam em sua formação para a vida adulta. Mas também abriu as portas para que adultos precoces tivessem toda impunidade da lei a seu favor para cometer crimes de toda ordem e saírem ilesos das penalidades aplicáveis. Não estamos falando de crianças que vão para a escola, ou aquelas que têm que trabalhar para ajudar a família. Estamos falando de pessoas que sabem perfeitamente as vantagens e garantias que a Lei lhes dá e usam isso para assaltar, furtar, seqüestrar e até matar pois sabem que aos 18 anos terão suas fichas criminais novamente em branco.

Para ilustrar isso que digo, segue um trecho do Jornal de Brasília do dia 24 de Setembro de 2008: “Uma menina de 13 anos aponta um revólver para a professora dentro da sala de aula, faz três disparos e, por sorte, a arma estava descarregada.” Depois do fato, a garota ainda tentou retornar à escola, mas foi impedida de entrar pelos dois policiais do Batalhão Escolar que estavam de prontidão na porta da escola. Agora pense, uma pessoa que leva uma arma para a escola e efetua três disparos contra a professora, não sabia o que estava fazendo?

Também não sabem o que estão fazendo os marginais que destróem as escolas a um ponto de causar o prejuízo equivalente à construção de 8 escolas novinhas em folha? Então, já que essas criancinhas desavisadas não sabem o que fazem, que seus pais respondam às penas dos crimes de seus filhos. Não são raros os casos que aparecem nos jornais de menores que matam pais de família durante suas atividades criminosas. E aí? Ficam alguns meses internados e depois voltam a cometer os mesmos crimes. E para piorar tudo, ainda ficam com seus antecedentes criminais completamente imaculados ao atingir a maioridade. E o crime organizado também sabe disso, e alicia crianças cada vez mais novas para cometer crimes no lugar dos bandidos com mais de 18 anos. Assim, ficam impunes quem cometeu o crime e quem mandou cometer.

Vejo uma redução da maioridade penal como a solução mais adequada ao cenário atual, seguida pela total responsabilização penal dos responsáveis pelo menor. Falo isso não pensando em simplesmente punir as “pessoas em formação”, que muitas vezes já conhecem muito mais da vida real que eu ou você, mas sim como uma proteção, para que elas deixem de ser usadas como mão-de-obra barata e imune de responsabilidades.

A importância de um bom 1º parágrafo

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Sabe qual é o cartão de visitas do seu blog? O primeiro parágrafo das postagens. Com os serviços de agregação de posts e de envio de notícias, aliados à táticas de SEO as primeiras palavras que se escreve são primordiais para fazer o leitor clicar ou não para ler o restante do que você escreveu.

O diHITT por exeplo, impõe uma limitação de 550 caracteres ao se enviar o link de uma notícia. Já no Linkk pode-se enviar o texto completo, porém o texto sofre um corte ainda maior para ser exibido na página inicial e nas demais listagens. Mas isso não é característica apenas dos agregadores de posts/blogs, mas sim de um modelo onde a web se inspirou para evoluir. Onde se dá uma pequena amostra sobre do se tratam as coisas e o leitor acompanha o restante se quiser. Dessa forma, consegue-se colocar bastante conteúdo, de muitas pessoas, de uma forma mais agradável e prática, exatamente o que se espera de um modelo de web colaborativa.

Veja por exemplo os serviços de microblogging. Existem coisas que queremos dizer, compartilhar, e que não teriam espaço em um blog. Talvez por um blog não ter o poder de rede social que um serviço de microblogging, ou por simplesmente não ser nada prático nem para o escritor nem para o leitor ter um blog com 20, 30 atulaizações diárias só para dizer que se vai ao banco ou que o dia está chato. Para isso existem Plurk, Twitter e os outros serviços. O Plurk, por exemplo conta com uma limitação de 140 caracteres, o que faz com que quem escreve seja breve. E acaba que se acostuma a usar esse pequeno espaço. Para se ter uma idéia do que falo, o primeiro parágrafo deste post possui 297 caracteres, e não é nada grande.

Também os mecanismos de busca, como o Google por exemplo, costumam exibir um teaster do conteúdo do resultado de suas pesquisas. Para se ter uma idéia do que falo, qualquer bom site que fale sobre otimização ou táticas de SEO (Search Engine Optimization) já falou da importância de um bom título e de um bom 1º parágrafo. Uma boa dica é sempre usar o maior número possível de tags do seu texto no título e no primeiro parágrafo. Além disso, ele deve ter um quê de final de capítulo de novela, uma espécie de to be contiued… subentendido, pois o leitor irá ler aquele parágrafo, e este parágrafo deverá deixar o leitor com gosto de quero mais para ler o restante do post.

Sei que muitas vezes não consigo escrever um bom primeiro parágrafo, provavelmente o deste post seja horrível, mas isso é da minha personalidade, começar as coisas de forma mais simples e ir desenvolvendo minhas idéias a partir daí. Quem sabe se eu escrevesse o primeiro parágrafo por último, depois de todo o texto? Acho que o restante não ficaria bom…

Brasília não é o Congresso Nacional


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Segundo estimativas do IBGE, o Distrito Federal possui aproximadamente 2,5 milhões de habitantes. Dentre esses, temos 81 Senadores da República e 513 Deputados Federais, além do Presidente da República, seus Ministros, assessores, membros do Judiciário, e muitas pessoas que fazem a máquina pública funcionar. A imprensa tenta com relativo sucesso mostrar que isso é Brasília, mas de fato não é!

Não se pode classificar toda uma cidade tomando apenas um ínfimo pedaço de terra. É certo que as mais importantes decisões políticas do país são tomadas aqui, mas ultimamente o povo brasiliense vem sendo igualado com extrema injustiça àqueles políticos corruptos que agem em favor de seus próprios bolsos e contra a nação. Quem mora em Brasília não tem culpa se os larápios de outros Estados desembarcam aqui, por força do voto popular de quem fala depois que o “ar de Brasília cheira a corrupção”. Ora, de todos os Deputados e Senadores, apenas 11 foram eleitos aqui. E os outros 583? Foram importados.

Além do mais, aonde fica os outros 2,5 milhões de pessoas, que acordam cedo, pegam um ônibus super lotado para poder chegar ao trabalho de onde tiram o dinheiro para pagar as contas no final do mês? Que lutam diariamente para sair do cheque especial, pagar o colégio dos filhos, a comida. Como fica quem precisa ir a um hospital e encontra um verdadeiro  inferno? Essas pessoas, ao contrário do que muita gente imagina, não conhece o Presidente, nem toma chá das 5 com Deputados ou Ministros. Não jogam a famosa pelada da Granja do Torto, nem vão visitar o Palácio da Alvorada nos fins de semana.

Talvez o lugar da Esplanada que mais seja parecido com o que realmente é o DF é a rodoviária, no começo da noite. Lá se vê as pessoas exaustas, esperando outro ônibus lotado para poder chegar em casa depois de uma hora e meia de viagem. Me desculpem pelo desabafo, mas é nojento ver na tv o tempo inteiro repórteres do eixo Rio-São Paulo esteriotipando o povo brasiliense, como se todos aqui fossem culpados pelo fracasso que é a escolha popular de seus representantes.

Tv no ônibus não funciona mesmo…

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Aqui em Brasília, alguns ônibus possuem uma espécie de televisão própria, chamada de BusTV. A intenção seria de levar um pouco de entretenimento ao passageiro durante a viagem. Mas com a programação oferecida, com o barulho do ônibus e a qualidade do equipamento, não passa de um quadrado brilhante fazendo sons indecifráveis.

A programação se restringe a clipes de música tão antigos que ninguém nem sequer olha, horóscopo, e flashes de lances de futebol. Nada de notícias, previsão do tempo, resultados dos esportes e músicas que estejam fazendo sucesso nas rádios. Para se ter uma idéia, um belo dia embarquei em um desses ônibus com tv, e estavam sendo exibidos os gols que o Zidane marcou contra o Brasil na final da Copa de 98. Acredito que nenhum brasileiro tenha vontade de rever aquela tragédia. E para terminar de piorar, se o usuário pegar 2 ônibus por dia com a tv instalada, em uma semana ele já vai saber toda a progração de cor.

Além do mais a qualidade de áudio é péssima. Não é possível escutar nada com clareza. Para piorar tudo, o ruído do motor dentro do ônibus dificulta até uma conversa com a pessoa ao lado. Sempre foi assim aqui em Brasília, o transporte público mais caro e mais cacarento do Brasil.

Foto: Versão Zero