País dos espertinhos ou Mundo dos espertinhos?
Jan 25th
Certas vezes, vejo algumas cenas que me produzem um estalo mental e fico pensando alguns dias sobre nossa sociedade. Não sobre como ela é “materialmente”, mas sim nos seus fundamentos, que talvez possam explicar os buracos sociais que temos. Outro dia, estava passando de ônibus pela avenida W3 sul, em Brasília e ví 2 carros parados no cruzamento e logo em seguida mais um chegando. Todos iam fazer um retorno e estava esperando a chance de entrar. Mas o problema é que usar os cruzamentos como retorno é proibido, e existia um retorno de verdade a menos de 200 metros dali.

E isso não é um caso isolado. Observe os engarrafamentos em vias com acostamento. Sempre existe um bando de apressados que têm que usar a faixa por onde deveriam passar viaturas e ambulâncias. Sempre aparece alguém querendo se melhor que os outros, como se os que seguem as regras não tivessem pressa, ou não ficassem furiosos ao ver essas faltas de respeito. Como se regras fossem coisa de trouxas, e não uma forma de organizar uma grande quantidade de pessoas a fim de reduzir conflitos.
Quando a lei seca entrou em vigor, pipocaram na tv e nas conversas de botequim várias tentativas de forma de “driblar” a fiscalização. E isso sempre acontece. Sempre estamos em busca de uma forma de não seguir regras. Não fico de fora dessa, pois também dou minhas deslizadas. Mas nada que prejudique outras pessoas, como desvio de verbas de merenda escolar, direcionamento de licitações, conversas maldosas à meia-boca ou gambiarras na rede elétrica.
E quando converso com pessoas que já moraram em outros países, na maioria deles as pessoas que não seguem as regras tendem a ser discriminadas na sociedade, ao contrário do que ocorre por aqui. Para ilustrar, vejam o Campeonato Inglês de futebol. Se um jogador se jogar no chão para tentar enganar o árbitro, ele tomará uma sonora salva de vaias da torcida. Aqui se xinga o “juíz” por não ter marcado a “falta”. Longe de mim querer ser um moralista, mas talvez essa mania de jeitinho brasileiro possa ser a explicação para tamanha corrupção, falta de ética e por vários flagelos deste país. E aí o tiro sai pela culatra do povo.
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Imagem: Mykl Roventine
O mundo virtual é tão hipócrita quanto o real
Jan 17th
Não adianta, o mundo virtual é exatamente igual ao real. Ele apenas apresenta com cores mais fortes certas nuances. E quando esses dois mundos se cruzam, principalmente nos Tribunais, o resultado geralmente é desastroso. Na última sexta-feira a União Européia declarou que a “venda” do navegador Internet Explorer junto com o Windows viola as leis antrituste da UE. A Microsoft, simplesmente aceitou a retirada do programa do sistemas sistemas operacionais vendidos para os países do bloco, e afirmou que está completamente comprometida a seguir as leis.
O Internet Explorer sempre foi alvo de diversas ações na justiça de vários países, provavelmente por possuir a liderança absoluta no mercado de navegadores. A ação que foi julgada procedente sexta-feira foi movida pela Opera Software, que produz o navegador Opera, o melhor browser que ninguém usa. Por ser um processo contra a gigante Microsoft, muitas pessoas tendem a defender a decisão da Corte européia, afinal o porte da MS e o market share do seu sistema operacional Windows são estrondosos e pode parecer uma briga de chiwawa com Pitbull de rinha.

Opera – O melhor navegador que ninguém usa
Mas se analisarmos um pouco o cenário atual de browsers podemos ver que a competição talvez seja a maior no mercado de software. Temos Firefox, Internet Explorer , Safari, Opera e Chrome entre os mais badalados. Além disso todos eles são grátis e todos funcionam muito bem no Windows. Para mostrar ainda mais como a decisão é um tanto equivocada, TODAS as distribuições Linux que já usei vêm com um navegador incluso, e na grande maioria ele é o Firefox. E ninguém se incomoda com issso. Por que cargas d’água a Microsoft é culpada se a maioria das pessoas resolve usar o seu navegador. Opções não faltam, todas elas igualmente gratuitas.
Imagine se a moda pega e todas as cópias do Windows distribuídas ao redor do mundo vierem sem o IE. Você vai ter que ir na casa do vizinho e pedir para usar a internet para fazer o download do browser, pois sem um você não consegue fazer quase nada on-line. Mais ou menos como pedir uma xícara de açúcar, não?
Muito obrigado ao Thiago Rodrigues por notar um erro no título, que já foi corrigido.
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Lí aqui.
iWorks ‘09 – Numbers
Jan 14th
Foi lançada durante a última MacWorld a nova versão da suíte iWork, que tem seus produtos (Pages, Numbers e Keynote) como principais concorrentes da Suíte Office:mac para o sistema opercional Mac OS X.

Como usuário diário do Microsoft Excel, comecei meu tour pelo Numbers, o editor de planilhas do iWork.Para o primeiro dia, ele me pareceu útil, mas depois de uma análise mais completa, ele ainda é mais complicado, menos funcional e menos robusto que o Excel. Possui vários modelos, com dezenas de modelos de gráficos, tabelas uma centena de novas fórmulas. Mas algumas coisas ainda irritam, como se você digitar “=soma(” e apertar a seta para cima ele simplesmente não seleciona a célula acima da que se está digitando. E isso é uma pedrinha no sapato que incomoda muito quando se está trabalhando. Outra falha que encontrei foi quando se digita a fórmula “=aleatório()” para gerar um número aleatório entre 0 e 1, o programa não aceita a inclusão do acento, o que faz com que a fórmula digitada “=aleatorio()” não seja reconhecida. Para fazê-la funcionar, temos que digitar “aleatório()” e depois voltar com o cursor no início do texto e inserir o “=”.
O numbers também não se mostrou robusto para lidar com arquivos grandes, com muitas planilhas e tabelas gerados originalmente no Excel. Ao tentar abrir um arquivo com 60 MB gerado no Excel 2007, e cerca de 190 mil linhas em uma das planilhas, o Numbers retornou uma mensagem dizendo que o arquivo era grande demais para ser importado. Também não encontrei nada refente a importação de dados em arquivos csv ou texto ou outros formatos de bancos de dados.
Enfim, na minha opinião o iWork funciona bem para quem quer um editor de planilhas para fazer algo bonito para apresentar uma tabela ou alguns gráficos. Se você precisa de uma ferramenta mais produtiva, com recursos de tabelas dinâmicas, importação de dados, trabalhar com muitas linhas, você deve começar a considerar o produto da Microsoft. E se você usa macros, pode ir começando a instalar o Windows pelo BootCamp e usar o Office para Windows.
No próximo post falarei sobre o iWork.com.
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Tive um branco…
Jan 9th
Esse ano ainda não postei nadapor aqui. Tive cinco dias de folga e nada de interssante me veio à mente. É como um branco de criatividade. Talvez eu a esteja usando completamente no trabalho, aí não sobra nada pra colocar aqui. Espero que amanhã um pássaro verde me dê inspiração. Até mais…


