Sep 28

impunidade

No Brasil existe uma cultura de que se deve proteger os grupos sociais que são considerados mais frágeis de uma forma extremamente exagerada. Vemos isso com os índios, em que muitos deles já estão totalmente aculturados mas continuam tutelados pelo Estado, e por isso podem sair por aí dando peixeiradas nos funcionários da FUNAI. Mas hoje não vou falar de índios, mas de crianças e adolescentes, que têm menos de 18 anos.

O Estatuto da Criança e do Adolescente sem dúvidas implementou de forma sólida várias proteções às crianças e adolescentes que ainda estavam em sua formação para a vida adulta. Mas também abriu as portas para que adultos precoces tivessem toda impunidade da lei a seu favor para cometer crimes de toda ordem e saírem ilesos das penalidades aplicáveis. Não estamos falando de crianças que vão para a escola, ou aquelas que têm que trabalhar para ajudar a família. Estamos falando de pessoas que sabem perfeitamente as vantagens e garantias que a Lei lhes dá e usam isso para assaltar, furtar, seqüestrar e até matar pois sabem que aos 18 anos terão suas fichas criminais novamente em branco.

Para ilustrar isso que digo, segue um trecho do Jornal de Brasília do dia 24 de Setembro de 2008: “Uma menina de 13 anos aponta um revólver para a professora dentro da sala de aula, faz três disparos e, por sorte, a arma estava descarregada.” Depois do fato, a garota ainda tentou retornar à escola, mas foi impedida de entrar pelos dois policiais do Batalhão Escolar que estavam de prontidão na porta da escola. Agora pense, uma pessoa que leva uma arma para a escola e efetua três disparos contra a professora, não sabia o que estava fazendo?

Também não sabem o que estão fazendo os marginais que destróem as escolas a um ponto de causar o prejuízo equivalente à construção de 8 escolas novinhas em folha? Então, já que essas criancinhas desavisadas não sabem o que fazem, que seus pais respondam às penas dos crimes de seus filhos. Não são raros os casos que aparecem nos jornais de menores que matam pais de família durante suas atividades criminosas. E aí? Ficam alguns meses internados e depois voltam a cometer os mesmos crimes. E para piorar tudo, ainda ficam com seus antecedentes criminais completamente imaculados ao atingir a maioridade. E o crime organizado também sabe disso, e alicia crianças cada vez mais novas para cometer crimes no lugar dos bandidos com mais de 18 anos. Assim, ficam impunes quem cometeu o crime e quem mandou cometer.

Vejo uma redução da maioridade penal como a solução mais adequada ao cenário atual, seguida pela total responsabilização penal dos responsáveis pelo menor. Falo isso não pensando em simplesmente punir as “pessoas em formação”, que muitas vezes já conhecem muito mais da vida real que eu ou você, mas sim como uma proteção, para que elas deixem de ser usadas como mão-de-obra barata e imune de responsabilidades.

Sep 28

Sexta fui ao Shopping, comer uma pizza com meus pais, mas antes passei no banheiro para lavar as mãos. Aí enquanto eu lavava as mãos, lí a seguinte placa pelo espelho:

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Incrível. A não ser que o cidadão esteja sofrendo de incontinência urinária provavelmente a próxima pessoa a usar o banheiro não seria quem lê a placa! Não sei o que é pior: os erros de gramática ou os de lógica!

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Sep 24

network

Ontem pude ver o perigo que é viver em um mundo conectado. Eu trabalho em uma das maiores empresas do país, e o seu ramo de atuação é justamente o de prover acesso às pessoas com o mundo interconectado. Como estamos durante um dos períodos mais importantes da empresa, o setor onde trabalho vira um verdadeiro caldeirão, prestes a explodir a qualquer momento. Mas ontem, a rede interna resolveu parar. Misteriosamente! Então, o que fazer? Esperar… Um andar inteiro esperando a rede voltar para trabalhar.

Demorou 2 horas até a rede voltar a funcionar direito, mas isso foi suficiente para atrasar o serviço de todos. Agora imagine, caso a “Nuvem” realmente se torne uma realidade. Já vivemos em um mundo completamente dependente de redes que nos conectem, mas ainda conseguimos trabalhar offline na maioria das vezes. Podemos fazer edição de imagens, usar um editor de textos, uma planilha, fazer uma apresentação, escrever emails. Mas caso a Cloud Computing se torne realidade da forma como está sendo pensada, bastará uma queda no serviço de Internet e todos ficarão a ver navios. Quem não se lembra do dia em que a Telefônica entrou em pane em São Paulo?

Eu particularmente não trocaria meu sistema operacional porum WebOS, nem meu editor de textos e o de planilhas por nenhum online. Os serviços da nuvem, a meu ver, devem complementar a experiência offline, e não substituí-la. Aplicativos online devem existir para serem usados quando o usuário não dispõe de sua máquina no momento, mas que tudo que se produzir fora dela seja sincronizado mais tarde. Dessa forma teremos um ambiente seguro para poder confiar em uma tecnologia que tem tanto potencial.

Foto: cc_icon_attribution_small vaxomatic

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Sep 16

O eleitor brasileiro, em geral, vota muito mal. E talvez uma das causas dessa falta de qualidade de voto seja a precipitação na hora de escolher o candidato que merece o seu voto. Segundo pesquisa do Datafolha sobre as eleições de São Paulo/SP, realizada a 23 dias das eleições, se as eleições fossem hoje, apenas 4% dos eleitores não saberia em quem votar. Para se ter uma idéia, pesquisa da DIAGEO/The Hotline, aponta 10% de eleitores indecisos nas eleições presidenciais americanas.

Essa é exatamente a hora de não saber em quem votar, de deixar de lado toda a paixão cega por um partido, e colocar na balança o que cada candidato promete e o que cada um pode cumprir. No caso de São Paulo, isso fica mais fácil, pois os principais candidatos já foram prefeitos da cidade. Mas mesmo que você more onde os candidatos a prefeitos são meros desconhecidos, faça tudo que estiver ao seu alcance para descobrir tudo sobre a vida pública dos candidatos. Um bom começo pode ser procurar pelo nome do candiadato no Google, ou dar uma olhadinha na declaração de bens na página do TRE do seu Estado.

Mesmo morando em Brasília, onde não há eleições municipais, fico preocupado com os resultados das eleições, principalmente das cidades do Entorno, pois por causa da bandidagem dos prefeitos dessas cidades, todo o sistema público de educação, saúde, segurança, transportes e a oferta de empregos ficam prejudicados, pois a população dessas cidades tem que correr para cá toda vez que precisa de algo. Pense nisso.

Sep 14

prime_paragraph

Sabe qual é o cartão de visitas do seu blog? O primeiro parágrafo das postagens. Com os serviços de agregação de posts e de envio de notícias, aliados à táticas de SEO as primeiras palavras que se escreve são primordiais para fazer o leitor clicar ou não para ler o restante do que você escreveu.

O diHITT por exeplo, impõe uma limitação de 550 caracteres ao se enviar o link de uma notícia. Já no Linkk pode-se enviar o texto completo, porém o texto sofre um corte ainda maior para ser exibido na página inicial e nas demais listagens. Mas isso não é característica apenas dos agregadores de posts/blogs, mas sim de um modelo onde a web se inspirou para evoluir. Onde se dá uma pequena amostra sobre do se tratam as coisas e o leitor acompanha o restante se quiser. Dessa forma, consegue-se colocar bastante conteúdo, de muitas pessoas, de uma forma mais agradável e prática, exatamente o que se espera de um modelo de web colaborativa.

Veja por exemplo os serviços de microblogging. Existem coisas que queremos dizer, compartilhar, e que não teriam espaço em um blog. Talvez por um blog não ter o poder de rede social que um serviço de microblogging, ou por simplesmente não ser nada prático nem para o escritor nem para o leitor ter um blog com 20, 30 atulaizações diárias só para dizer que se vai ao banco ou que o dia está chato. Para isso existem Plurk, Twitter e os outros serviços. O Plurk, por exemplo conta com uma limitação de 140 caracteres, o que faz com que quem escreve seja breve. E acaba que se acostuma a usar esse pequeno espaço. Para se ter uma idéia do que falo, o primeiro parágrafo deste post possui 297 caracteres, e não é nada grande.

Também os mecanismos de busca, como o Google por exemplo, costumam exibir um teaster do conteúdo do resultado de suas pesquisas. Para se ter uma idéia do que falo, qualquer bom site que fale sobre otimização ou táticas de SEO (Search Engine Optimization) já falou da importância de um bom título e de um bom 1º parágrafo. Uma boa dica é sempre usar o maior número possível de tags do seu texto no título e no primeiro parágrafo. Além disso, ele deve ter um quê de final de capítulo de novela, uma espécie de to be contiued… subentendido, pois o leitor irá ler aquele parágrafo, e este parágrafo deverá deixar o leitor com gosto de quero mais para ler o restante do post.

Sei que muitas vezes não consigo escrever um bom primeiro parágrafo, provavelmente o deste post seja horrível, mas isso é da minha personalidade, começar as coisas de forma mais simples e ir desenvolvendo minhas idéias a partir daí. Quem sabe se eu escrevesse o primeiro parágrafo por último, depois de todo o texto? Acho que o restante não ficaria bom…

Sep 11

se_k880i
cc_icon_attribution_small DeclanTM

Hoje de manhã eu publiquei um post que foi feito durante uma aula, pelo celular. Como assim? Simples, com as opções de tráfego de dados pelo celular a preços mais convidativos, posso navegar na Internet usando meu Sony Ericsson K550i. Com menos de 1 semana de uso intensivo do celular como fonte de conexão móvel com a rede, acho que já fiquei viciado. Leio notícias, feeds, acesso minha conta bancária, leio e envio e-mails, tudo sem ter que gastar a mais que o normal pela minha conta de dados.

É muito conveniente usar até o próprio browser do celular, mas se possível uso o Opera Mini, pois ele é mais rápido. Então hoje resolvi testar fazer um post usando o celular. E não é que deu certo! O único problema que tive foi ter que escrever o conteúdo em modo HTML. Talvez exista uma forma mais simples, mas cada passo à sua hora. Por enquanto eu apenas queria testar a funcionalidade da “coisa”, apesar de já ter lido post do Carlos Cardoso feito a partir do seu Nokia E71. Agora o próximo passo será instalar um plugin para deixar o blog mais wap-friendly.

Quem sabe a partir de agora, com a chegada das redes 3G o mercado de serviços por celular sejam alavancados, já que num passado nada distante os preços astronômicos proibiam qualquer um a sequer ler seus feeds favoritos. Hoje em dia já é possível até usar o Google Maps sem dor na consiência. Ah! E o sistema de triangulação funciona muito bem para informar o posicionamento do aparelho. Fica aqui uma sugestão: que o pessoal do Wordpress crie uma interface voltada para quem queira postar direto do celular, ou de qualquer dispositivo portátil com acesso à Web.

Sep 11
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Estou escrevendo este post pelo celular. Pode não parecer muito prático, mas até que parece bem divertido e útil caso se queira postar algo e não tenha um computador por perto.

Acredito que seja mais complicado inserir imagens, e também não estou conseguindo escrever no modo visual, só no html. Ainda hoje vou escrever outro post descrevendo melhor minhas impressões sobre postar via celular.

Sep 10

Mais um daqueles posts que caem no seu colo. Estava indo para o trabalho hoje quando o ônibus pára ao lado desse carro, com um anúncio de exterma correção ortográfica:

 Relp

Essa maldita mania de ficar colocando nomes estrangeiros em tudo. Mas que pelo menos soubesse que “Relp” se escreve HELP!

Sep 06


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Segundo estimativas do IBGE, o Distrito Federal possui aproximadamente 2,5 milhões de habitantes. Dentre esses, temos 81 Senadores da República e 513 Deputados Federais, além do Presidente da República, seus Ministros, assessores, membros do Judiciário, e muitas pessoas que fazem a máquina pública funcionar. A imprensa tenta com relativo sucesso mostrar que isso é Brasília, mas de fato não é!

Não se pode classificar toda uma cidade tomando apenas um ínfimo pedaço de terra. É certo que as mais importantes decisões políticas do país são tomadas aqui, mas ultimamente o povo brasiliense vem sendo igualado com extrema injustiça àqueles políticos corruptos que agem em favor de seus próprios bolsos e contra a nação. Quem mora em Brasília não tem culpa se os larápios de outros Estados desembarcam aqui, por força do voto popular de quem fala depois que o “ar de Brasília cheira a corrupção”. Ora, de todos os Deputados e Senadores, apenas 11 foram eleitos aqui. E os outros 583? Foram importados.

Além do mais, aonde fica os outros 2,5 milhões de pessoas, que acordam cedo, pegam um ônibus super lotado para poder chegar ao trabalho de onde tiram o dinheiro para pagar as contas no final do mês? Que lutam diariamente para sair do cheque especial, pagar o colégio dos filhos, a comida. Como fica quem precisa ir a um hospital e encontra um verdadeiro  inferno? Essas pessoas, ao contrário do que muita gente imagina, não conhece o Presidente, nem toma chá das 5 com Deputados ou Ministros. Não jogam a famosa pelada da Granja do Torto, nem vão visitar o Palácio da Alvorada nos fins de semana.

Talvez o lugar da Esplanada que mais seja parecido com o que realmente é o DF é a rodoviária, no começo da noite. Lá se vê as pessoas exaustas, esperando outro ônibus lotado para poder chegar em casa depois de uma hora e meia de viagem. Me desculpem pelo desabafo, mas é nojento ver na tv o tempo inteiro repórteres do eixo Rio-São Paulo esteriotipando o povo brasiliense, como se todos aqui fossem culpados pelo fracasso que é a escolha popular de seus representantes.

Sep 04

bus_tv

Aqui em Brasília, alguns ônibus possuem uma espécie de televisão própria, chamada de BusTV. A intenção seria de levar um pouco de entretenimento ao passageiro durante a viagem. Mas com a programação oferecida, com o barulho do ônibus e a qualidade do equipamento, não passa de um quadrado brilhante fazendo sons indecifráveis.

A programação se restringe a clipes de música tão antigos que ninguém nem sequer olha, horóscopo, e flashes de lances de futebol. Nada de notícias, previsão do tempo, resultados dos esportes e músicas que estejam fazendo sucesso nas rádios. Para se ter uma idéia, um belo dia embarquei em um desses ônibus com tv, e estavam sendo exibidos os gols que o Zidane marcou contra o Brasil na final da Copa de 98. Acredito que nenhum brasileiro tenha vontade de rever aquela tragédia. E para terminar de piorar, se o usuário pegar 2 ônibus por dia com a tv instalada, em uma semana ele já vai saber toda a progração de cor.

Além do mais a qualidade de áudio é péssima. Não é possível escutar nada com clareza. Para piorar tudo, o ruído do motor dentro do ônibus dificulta até uma conversa com a pessoa ao lado. Sempre foi assim aqui em Brasília, o transporte público mais caro e mais cacarento do Brasil.

Foto: Versão Zero